Washington - O presidente dos Estados Unidos George W. Bush assinou ontem a mais abrangente reforma dos serviços de inteligência americanos em 50 anos. As mudanças, sugeridas pela comissão do Congresso que investigou o 11 de Setembro, incluem a criação de um centro antiterror e a nomeação de um diretor de inteligência nacional para supervisionar as 15 agências de espionagem, inclusive a CIA.
''Neste novo século, a América volta a enfrentar novas ameaças. Enfrentamos assassinos que se escondem em nossas próprias cidades. Temos de confrontar tecnologias mortais'', disse Bush. ''Para provocarem um grande dano ao nosso país, os inimigos da América precisam acertar apenas uma vez. Nossos profissionais da lei e da inteligência têm de acertar em todos os momentos'', afirmou.
Um dos problemas apontados pela comissão parlamentar foi a falta de coordenação entre as diversas agências americanas. Combater esse problema será a principal missão do novo chefe da inteligência.
Após a cerimônia, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o novo diretor de inteligência será escolhido ''o mais rapidamente possível''. Um dos cotados para o cargo é o general aposentado Tommy Franks, que atuou no Afeganistão e no Iraque. O processo de aprovação da reforma no Congresso foi marcado pela participação ativa dos familiares do 11 de Setembro, a favor das mudanças.
Com a nova lei, o Pentágono deve perder o controle de parte dos US$ 40 bilhões destinados anualmente à inteligência. Hoje, os militares controlam cerca de 80% desse montante.

mockup