O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu na noite de quinta-feira a criação de um Estado palestino, desde que tal Estado reconheça o direito de existência de Israel. ''Creio que um Estado palestino deve existir, mas sempre e quando respeitar o mesmo direito do Estado de Israel'', afirmou Bush em uma coletiva na Casa Branca. Bush destacou ainda a necessidade de se aplicar as recomendações da comissão Mitchell para um cessar-fogo entre israelenses e palestinos.
O presidente norte-americano disse ainda que está disposto a reunir-se com o líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, mas somente quando estiver convencido ''de que o encontro poderá contribuir para fazer avançar o processo de paz''. ''Espero que Arafat esteja tomando as medidas necessárias para reduzir a violência'' nos territórios.
A atitude de Bush faz parte dos esforços norte-americanos para mostrar ao mundo árabe que os Estados Unidos estão atentos à questão palestina, apesar da campanha contra o terrorismo.
''Asseguro ao povo norte-americano e aos nossos aliados que seguimos concentrados nas questões do Oriente Médio e dedicamos muito tempo a esta região'', declarou Bush.
O presidente lembrou que o secretário de Estado, Colin Powell, frequentemente está em contacto com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
ApeloUm alto representante palestino pediu ontem ao presidente norte-americano George W. Bush que converta em fatos suas novas declarações em favor de um Estado palestino.
''O Governo dos Estados Unidos deve traduzir sua visão em uma iniciativa política que implique mecanismos que obriguem Israel a aplicar as resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança e a respeitar o princípio de troca da terra pela paz'', declarou à AFP Saeb Erakat, negociador chefe palestino.

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