O presidente norte-americano George W. Bush se reuniu ontem com o mandatário francês Jacques Chirac e advertiu que seu arquiinimigo Osama bin Laden tenta conseguir armas nucleares, ao mesmo tempo que Washington busca consolidar a determinação dos membros da coalizão formada contra o terrorismo.
''Estão buscando armas químicas, biológicas e nucleares. Se conseguirem os meios, nossos inimigos serão uma ameaça para cada nação e eventualmente para a própria civilização'', disse Bush em alocução transmitida via satélite para líderes do leste da Europa.
''Estou usando suas próprias palavras. Ele anunciou que essa era sua intenção e eu acredito que devemos levá-lo a sério'', disse Bush durante coletiva à imprensa conjunta com o líder francês no jardim da Casa Branca.
A visita de Chirac acontece no momento em que Bush luta para neutralizar as críticas sobre os bombardeios no Afeganistão, e aumenta a pressão sobre os países que apóiam a palavra da luta global contra o terrorismo, exortando-os a passar à ação.
''É importante que as nações saibam que com o tempo terão que prestar contas de sua indiferença. Ou estão conosco ou contra nós na luta contra o terror'', advertiu Bush.
''Um sócio da coalizão deve fazer mais que expressar sua simpatia; um sócio da coalizão deve agir e nosso sócio aqui presente age'', disse Bush, agregando que planeja transmitir a mesma mensagem no primeiro discurso que fizer na Assembléia Geral das Nações Unidas, dia 10.
Informando sobre a preocupação européia, Chirac disse que é crucial discutir o Afeganistão pós-taleban, aumentar a ajuda humanitária à população civil desse país e distender as crises que levam ''lenha à fogueira'' do terrorismo, especialmente o conflito no Oriente Médio.

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