WashingtonO Governo dos EUA pediu ao Congresso ontem que aprove rapidamente uma resolução de apoio a um possível ataque ao Iraque, que serviria para pressionar a ONU e Bagdá. Se conseguir essa resolução, Bush terá uma nova arma para pressionar as Nações Unidas a aprovar outra resolução mais estrita sobre as inspeções no Iraque.
O presidente George W. Bush afirmou ontem que a oferta iraquiana de admitir novamente os inspetores de armas das Nações Unidas é um ''novo ardil'' e pediu à comunidade internacional que não se deixe enganar por Saddam Hussein.
''Esta declaração sobre 'inspeções incondicionais' é algo que já foi feito no passado (...) Os Estados Unidos, e estou convencido de que também a comunidade internacional, não vão se deixar enganar outra vez por essa retórica'', afirmou Bush ao reunir-se com os líderes de ambas as câmaras do Congresso.
O presidente explicou que a mudança de tom de Bagdá, sobre permitir que os inspetores da ONU entrem em seu território e trabalhem, ''é outro ardil (de Saddam Hussein) para que não lhe peçam as contas por seu desafio às Nações Unidas''.
Os líderes legislativos republicanos apoiaram firmemente o pedido do Governo, enquanto que os democratas se manifestaram mais cautelosos, mas sem deixar de mostrar desconfiança sobre Saddam.
O líder da maioria democrata do Senado, Tom Daschle, insistiu em seu convencimento de que os EUA devem trabalhar conjuntamente com as Nações Unidas. ''Acho que, no final, as Nações Unidas estarão onde devem estar: manifestando uma oposição firme ao ardil (de Saddam Hussein) e reconhecendo que é só isso'', afirmou Daschle, insistindo em uma possível resolução do Congresso.
O Congresso suspenderá suas sessões dia 4 de outubro para que os legisladores se dediquem à campanha das eleições de 5 de novembro. Até agora, o Governo não enviou ao Capitólio um projeto de resolução legislativa, informou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.

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