Bush promete mundo mais seguro
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quinta-feira, 02 de setembro de 2004
France Presse 
Nova York - O presidente George W.Bush encerrou a convenção republicana nesta quinta-feira prometendo mais quatro anos de liderança estável em tempos de guerra, um dia depois de o vice-presidente, Dick Cheney, ter afirmado que o candidato democrata, John Kerry, é incapaz para executar esta tarefa. Vou expor uma visão de um mundo mais seguro e de um país mais otimista, havia dito Bush quarta-feira.
Creio que este país quer uma liderança estável, consistente e de princípios e, por isso, com sua ajuda, ganharemos as eleições, afirmou o presidente para os quase 5.000 delegados de seu partido reunidos no Madison Square Garden, segundo trechos do pronunciamento divulgados com antecedência.
Sou candidato a presidente nas eleições de 2 de novembro com um plano positivo e claro de construir um mundo mais seguro e uns Estados Unidos mais otimistas, acrescentará em seu discurso de aceitação da candidatura que encerrará quatro dias de festa republicana no Madison Square Garden.
Para tornar o mundo mais seguro, Bush anunciará que manterá uma estratégia de ataques preventivos e destacará os progressos alcançados na guerra contra o terrorismo em locais como Afeganistão e Iraque.
Temos que combater os terroristas por toda a terra, não por orgulho ou poder, mas porque a vida de nossos cidadãos está em jogo. Nossa estratégia é clara.
Mantemos a ofensiva, combatendo os terroristas fora para não ter que fazê-lo em casa, continuará Bush. A liberdade de muitos e a segurança de nossa nação no futuro depende de nós, concluirá. O discurso no Madison Square Garden, em Nova York, pretendia ser a arma de Bush para abrir vantagem sobre Kerry. Antes do início da convenção republicana, Bush estava com ligeira vantagem sobre o democrata nas pesquisas.
Na noite de quarta-feira, o vice-presidente Dick Cheney lançou um ataque frontal contra Kerry, acusando o democrata de não estar preparado para ocupar a presidência por suas constantes mudanças de opinião, sua falta de visão em assuntos de segurança e sua insistência em contar com os aliados.
A história mostra que, para a preservação da liberdade e para nos mantermos a salvo, é vital que os Estados Unidos sejam fortes e determinados. No entanto, em mais de uma ocasião, Kerry tomou decisões ruins sobre segurança nacional. As mudanças de opinião de Kerry refletem um hábito de indecisão e enviam uma mensagem de confusão, acrescentou Cheney. Os republicanos vêm insistindo que o candidato democrata é vacilante em algumas questões.
O auditório saudava as referências ao candidato democrata com os gritos de flip-flop, flip-flop, uma expressão que faz alusão a mudanças de opinião. Antes de Cheney, o senador democrata Zell Miller realizou um discurso incomum, ao recusar a apoiar o candidato do próprio partido.
O senador Kerry disse claramente que só iria recorrer à força caso as Nações Unidas a aprovasse. Kerry deixará Paris decidir quando os Estados Unidos precisam ser defendidos, disse Miller, convidado a fazer o discurso de honra na convenção republicana.
Neste momento de perigo, nosso presidente teve a coragem de se pôr de pé. E este democrata está orgulhoso de se pôr de pé a seu lado, concluiu o senador democrata eleito pelo estado da Geórgia (sul). A resposta dos democratas aos discursos de quarta-feira veio por meio de um comunicado do candidato a vice, John Edwards, que denunciou o ódio que impera no Madison Square Garden.
Dali emana um grande ódio, disse Edwards. Segundo ele, os democratas oferecem a esperança como contrapartida. O que John Kerry e eu oferecemos ao povo americano é esperança, a esperança de mais empregos com boa remuneração, a esperança de melhores serviços de saúde e a esperança para os homens e mulheres que estão em serviço no Iraque e no Afeganistão, declarou Edwards. No momento do discurso de Bush, milhares de manifestantes devem sair às ruas de Nova York para denunciar a política do atual governo.


