São Paulo - O presidente americano, George W. Bush, afirmou ontem em entrevista à rede de TV CNN que irá enviar tropas dos EUA para o Paquistão para caçar o terrorista saudita Osama bin Laden caso receba informações a respeito do paradeiro do líder foragido da rede Al-Qaeda.
Bush disse que tomará as ''medidas necessárias'' para trazer Bin Laden à justiça. No entanto, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, disse ontem que não permitiria uma operação das tropas americanas em seu país.
Após os ataques de 11 de Setembro, atribuídos à Al-Qaeda, Bush liderou uma coalizão que invadiu o Afeganistão, com o intuito de capturar Bin Laden. Desde então, o líder terrorista não foi encontrado.
Recentemente, autoridades paquistanesas assinaram um acordo de paz com líderes tribais pró-Taleban no noroeste do país, após dois anos de embates que mataram mais de 600 soldados paquistaneses.
Tropas americanas e da Otan agora tentam combater a insurgência Taleban no sudeste do Afeganistão, e tanto oficiais afegãos quanto paquistaneses são acusados de não se esforçarem para capturar talebans que se infiltram pela fronteira entre os dois países.
Ontem, Bush também defendeu a decisão de não se encontrar com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, na 61 assembléia da ONU.
Recentemente, o Conselho de Segurança da ONU pediu que o Irã suspenda o programa de enriquecimento de urânio, que, segundo o governo americano, tem o objetivo de desenvolver armas nucleares. O Irã nega as acusações, dizendo que o programa tem fins pacíficos.
Segundo Bush, os EUA concordam em dialogar com o Irã somente se o país ''abandonar seu programa nuclear''. ''Ele sabe quais são as condições, eu deixei isso muito claro'', disse Bush. Tanto Bush quanto Ahmadinejad discursaram na assembléia da ONU na última terça-feira.
Os EUA e o Irã cortaram relações diplomáticas em 1979, depois que extremistas iranianos invadiram a Embaixada americana em Teerã e mantiveram diplomatas americanos reféns durante 444 dias.

mockup