Bush pede prontidão do Exército
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quinta-feira, 20 de setembro de 2001
France Presse <br> De Washington 
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um apelo ao exército de seu país para que fique ''de prontidão'', e que o povo americano fique ''calmo e determinado'', no discurso no Congresso. O presidente norte-americano enfatizou que utilizará ''todos os meios'' disponíveis para esta grande batalha. Bush fez também um apelo ao povo americano para se manter ''calmo e resoluto'', e aos governos ''ao redor do mundo a escolherem: estejam conosco ou com os terroristas''.
''Utilizaremos todos os recursos a nossa disposição, todos os meios da diplomacia, todas as ferramentas dos serviços de informação, todos os instrumentos judiciais, toda a influência financeira e todas as armas de guerra necessárias para perturbar e destruir as redes planetárias do terror'', disse Bush.
Destacou também que ''os inimigos dos americanos não são nem nossos numerosos amigos muçulmanos, nem nosss amigos árabes. Nosso inimigo, é uma rede radical de terroristas e todos os governos que a apóiem''.
MobilizaçãoUnidades do exército dos Estados Unidos receberam ordem de mobilização ontem, informou o secretário do Exército, Thomas White. Ele indicou que esta mobilização faz parte da ordem firmada pelos secretário de Defesa Donald Rumsfeld, mas não especificou quando partirão as unidades.
''Estamos prontos para empreender operações de combate terrestres (...) em toda nossa infra-estrutura militar pesada, leve, aérea, operações especiais e de combate'', disse aos jornalistas.
EmbarqueUm contingente de 2.200 fuzileiros navais americanos, treinado para operações especiais, deixou ontem a Carolina do Norte (Sudeste) com destino ao Golfo Pérsico, como parte da mobilização das forças americanas após os atentados do último dia 11, informaram fontes militares.
A 26 unidade do corpo de marines viaja a bordo de três navios anfíbios, desde Morehead City, indicou o sargento Jay Connolly, porta-voz da base de fuzileiros de Camp Lejeune.
Bin LadenOntem pela manhã, anunciou-se que centenas de ulemás pediram que Osama bin Laden, principal suspeito dos atentados nos Estados Unidos, deixe o Afeganistão por vontade própria, ameaçando com uma guerra santa no caso de serem atacados. O mulá Mohamad Omar, chefe supremo dos talebans, por sua vez, deu seu consentimento às recomendações da hierarquia religiosa afegã para que Bin Ladem deixe o país, declarou o ministro de Educação. ''Mas essa saída levará tempo'', acrescentou Amir Khan Mutaqi.
Entretanto, a Casa Branca rechaçou a declaração dos ulemás afegãos e insistiu em que Osama bin Laden, principal suspeito dos recentes atentados nos Estados Unidos, tem de ser entregue. ''Isto não atende às exigências norte-americanas'', declarou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.


