Bush pede fim do embargo contra o Iraque
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quarta-feira, 16 de abril de 2003
Agência Folha 
Saint Louis - O presidente norte-americano, George W. Bush, pediu ontem que a Organização das Nações Unidas (ONU) suspenda o embargo econômico imposto ao Iraque após a Guerra do Golfo de 1991. ''Agora que o Iraque foi liberado, as Nações Unidas deveriam levantar suas sanções contra o país'', declarou Bush, em discurso para funcionários da empresa Boeing em St. Louis, no Estado de Missouri (centro dos EUA).
A ONU impôs um embargo econômico ao Iraque como represália pela invasão do Kuait por tropas de Saddam Hussein em 1990. O embargo representa enormes restrições ao comércio exterior do Iraque, o que significa, por exemplo, falta de remédios e de equipamentos médicos, entre outros itens.
Devido às sanções econômicas impostas pela ONU, Bagdá desde 1996 exportava petróleo em troca de comida e remédios, sob a supervisão do organismo. A comida era distribuída por 43 mil agentes autorizados a quase todos os iraquianos. A ONU estima que 60% da população de 23 milhões dependesse totalmente dessas ''cestas básicas'.
A ONU diz que o embargo deverá ser eliminado quando se provar que o Iraque se livrou de armas de destruição em massa e quando ''não representar mais uma ameaça à estabilidade regional e internacional'.
Em 1990, Saddam invadiu o Kuait com a intenção de se apoderar do petróleo do país vizinho. Os EUA lideraram a formação de uma aliança de vários países para montar uma força militar que libertasse o território kuaitiano. O ataque começou a 17 de janeiro de 1991. Terminou em 28 de fevereiro, com a libertação do Kuait e a derrota de Saddam.
Custo da guerra - O Departamento de Defesa americano já gastou US$ 20 bilhões na guerra do Iraque, de acordo com um alto funcionário do Pentágono. O supervisor Dov Zakheim disse que alguns bilhões de dólares ainda serão necessários para levar de volta aos Estados Unidos as tropas que combateram no Iraque.
Segundo o Pentágono, as operações militares no campo de batalha custaram US$ 10 bilhões, enquanto foram gastos US$ 6 bilhões com pessoal e mais de US$ 3 bilhões com munições. A Casa Branca enviou ao Congresso americano um pedido de US$ 75 bilhões para financiar os custos da guerra no Iraque.
O Pentágono também atualizou o número de soldados mortos no conflito, que chegou a 123, com 4 desaparecidos.
Recompensa -O Comando Central americano (Centcom) distribuiu no Qatar alguns cartazes anunciando recompensas de até US$ 200.000 por informações que possam levar à captura de Saddam Hussein e dos principais dirigentes do antigo regime iraquiano. Vários panfletos e cartazes divulgados pelo Centcom apresentam os nomes, os cargos e, em muitos casos, as fotos dos homens mais procurados do antigo regime.
Uma legenda acompanha as fotos: ''estes homens são procurados por crimes contra o povo iraquiano. Qualquer informação que possa levar a sua captura será de até 200.000 dólares''.
Alerta do terror - O governo dos Estados Unidos diminuiu o nível do alerta antiterrorista do país de ''alto risco' (laranja) para ''risco elevado' (amarelo), baseado parcialmente no sucesso dos EUA na guerra no Iraque, afirmaram autoridades americanas. Dois dias antes da guerra no Iraque, que começou no dia 19 de março, as autoridades americanas haviam decidido aumentar o nível de alerta de amarelo para laranja, o segundo mais alto em uma escala de cinco pontos, para indicar um ''alto risco' de ataque terrorista durante eventuais represálias iraquianas.
Os alertas de segurança nos EUA são divididos em cinco cores: verde (nível baixo de risco), azul (nível moderado de risco), amarelo (nível elevado de risco), laranja (nível de alto risco) e vermelho (alerta máximo).


