O presidente norte-americano George W. Bush pediu ontem aos presidentes do Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) que se unam ao terrorismo, mas não conseguiu vencer as reservas da Malásia sobre os ataques americanos contra o Afeganistão. ''Nossos inimigos são assassinos de alcance global. Buscam armas para matar em uma escala mundial. Cada nação deve opor-se ao inimigo, ou converter-se, do contrário, em seu alvo'', declarou Bush em um discurso ante empresários dos países no Pacífico.
Bush classificou os atentados de 11 de setembro, em Nova York e Washington, de ''crime contra a humanidade'', e disse que ''devem ser condenados pela humanidade'' e ''combatidos''. ''Esta se converteu na tarefa urgente de nossos tempos'', acrescentou o presidente.
Apesar da Malásia dar seu apoio à declaração antiterrorista que será adotada pelos dirigentes do APEC hoje, quando encerrarem a cúpula, Bush não conseguiu desfazer as dúvidas de seu primeiro-ministro, Mahathir Mohamad, um dos líderes asiáticos mais reticentes aos ataques americanos contra o Afeganistão.
Malásia e Indonésia, cujo governo também tomou distância de Washington por causa dos ataques, são os dois principais países muçulmanos do sudeste asiático.
Depois de uma reunião com Bush na manhã de ontem, Mahathir explicou a ele que não se podia garantir uma vitória sobre o terrorismo ''até que as causas do terrorismo tenham desaparecido, começando pela mais importante, o conflito palestino''. No entanto, admitiu que suas divergências com Bush não o impediriam de cooperar com os Estados Unidos na luta contra o terrorismo em termos econômicos.
Sexta-feira, Bush obteve o apoio do presidente chinês, Jiang Zemin.

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