Bush notifica o Congresso sobre mobilização militar
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terça-feira, 25 de setembro de 2001
Das agências<br> De Washington 
O presidente norte-americano George W. Bush notificou formalmente ao Congresso sobre sua ordem de mobilização de tropas em resposta aos atentados de 11 de setembro passado, e assinalou que poderá precisar de mais homens. A notificação formal, divulgada esta segunda-feira, é um requisito da resolução de Poderes de Guerra de 1973, que visa restringir o poder do comandante-em-chefe através da necessária aprovação do Congresso para qualquer ação.
Depois dos atentados de Washington e Nova York, ''ordenei a mobilização de várias forças de combate e de apoio em várias nações estrangeiras, nas áreas de operação dos comandos Central e do Pacífico'', assinalou Bush na carta aos parlamentares.
Inscrição militarApenas duas pessoas se inscreveram no centro de recrutamento militar de São Francisco, Califórnia, apesar do fervor patriótico que tomou conta dos EUA depois dos atentados terroristas de 11 de setembro. ''Recebemos muitas chamadas em todos os centros de recrutamento, mas não há muita gente qualificada'', afirmou Gil Hogue, porta-voz do exército em Sacramento, capital californiana. Também a marinha não vem realizando muitas inscrições. Em São Francisco, o oficial de recrutamento da marinha, Victor Samson, confirmou que o ''assunto está lento'', especialmente no que se refere a candidatos jovens.
PesquisaSegundo pesquisa divulgada ontem pelo jornal The New York Times, 89% dos entrevistados apóiam a gestão do presidente George W. Bush depois dos atentados do último dia 11 de setembro e 92% são a favor de uma intervenção militar contra o terrorismo, mas temem uma crise econômica.
A pesquisa revela também que, pela primeira vez desde 1990, 60% dos americanos acreditam que o país esteja passando por uma recessão econômica, enquanto 20% dizem que a crise ainda está por vim.
A aprovação a Bush é maior agora do que em agosto, quando chegou a 50%. Por sua vez, o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, alcança 95% de aprovação.
Em relação a Bush e sua administração, 70% declarou ter confiança no chefe de Estado e seus conselheiros. Apenas 5% dos entrevistados confiam somente em Bush e 22% acreditam apenas em sua equipe de colaboradores. No total, 92% aprovam a idéia de represálias militares.


