WashingtonOs advogados da Casa Branca chegaram à conclusão de que o presidente George W. Bush pode atacar o Iraque sem necessidade de uma autorização do Congresso, informaram fontes governamentais citadas pelo jornal ''Washington Post''. A conclusão se apóia na resolução do Congresso que em 1991 permitiu que o presidente George Bush, pai do atual governante, lançasse a Guerra do Golfo contra o Iraque. Bush prometeu que consultará os legisladores se decidir empreender uma operação militar cujo propósito declarado é a derrubada do regime de Saddam Hussein, que o presidente dos EUA considera parte de um ''eixo do mal'' junto com Irã e Coréia do Norte.
Segundo as fontes, o assessor jurídico da Casa Branca, Alberto Gonzáles, disse ao presidente que não tem obrigação de obter uma aprovação do Congresso para a ação contra o Iraque, principalmente porque a Constituição dá ao presidente as prerrogativas de comandante-em-chefe das Forças Armadas.
A resolução que em 1991 foi aprovada pelo Congresso autorizou ''o uso da força militar'' para a aplicação das resoluções das Nações Unidas que incluíam a saída do Iraque do Kuwait e a eliminação, por parte de Bagdá, de suas armas químicas, biológicas e atômicas.
O porta-voz presidencial, Ari Fleischer, disse de forma ambígua que ''qualquer decisão do presidente sobre uma hipotética votação no Congresso se baseará em mais de um fator''.
Outros funcionários da Casa Branca acham que a resolução de 1991 se somou à aprovada pelo Congresso em 14 de setembro do ano passado, que aprovou uma resposta militar aos atentados terroristas cometidos em Nova York, Pensilvânia e Virgínia. Para que esta resolução tenha aplicação no caso do Iraque, a administração Bush necessita demonstrar que há um vínculo entre Bagdá e a rede Al Qaeda, a qual Washington atribui os atentados que deixaram milhares de mortos e feridos em 11 de setembro.
Na semana passada, o chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, afirmou que há membros da Al Qaeda no Iraque, e que o presidente Saddam Hussein deve saber disso.
''Nossos interesses nacionais não permitem permanecer neutros diante de um eventual ataque dos Estados Unidos ao Iraque'', destacou Assefi, acrescentando que apesar disso seu país ''não estará tampouco do lado do Iraque''.
Assefi acrescentou que um eventual ataque norte-americano ao Iraque ''ameaçaria não somente os interesses nacionais do Irã, mas também a paz mundial''. ''Em nossa política externa, insistimos nos fundamentos do regime da República Islâmica'', disse o porta-voz iraniano.
Acusação a IsraelUma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Iraque ''seria a resposta a um pedido de Israel, que pressiona Washington a realizar esse ataque'', afirmou ontem o secretário-geral da Liga Árabe, Amro Musa. Em declarações divulgadas pelo canal de televisão catariano via satélite Al Jazira, Musa fez referência às declarações do ministro de Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, que demonstrou estar disposto a participar de um possível ataque contra o Iraque.

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