Bush não exclui a participação do Hezbollah no Líbano
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terça-feira, 15 de março de 2005
France Presse 
Washington - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deixou as portas abertas para que o Hezbollah possa desempenhar um papel político relevante no Líbano, ao exortar o movimento xiita a ''provar'' que não é uma organização terrorista, abandonando as armas.
''Vemos o Hezbollah como uma organização terrorista. Para ser digno de confiança, o Hezbollah tem de provar que não é bem assim, depondo as armas e deixando de ameaçar a paz'' entre Israel e os palestinos, disse o presidente.
Na semana passada, a Casa Branca desmentiu uma informação da imprensa de que os Estados Unidos estariam sendo reticentes em se somarem aos esforços da França e Nações Unidas para pressionar o Hezbollah a se incorporar à política convencional libanesa.
Assessores de Bush teriam dito que Washington enfrenta o dilema de lidar com este grupo, ressaltando que o Hezbollah conta com uma considerável influência política no Líbano, tendo em vista as eleições parlamentares de maio.
Bush fez seus comentários quando se reuniu no Salão Oval da Casa Branca com o rei Abdullah II para falar sobre o Iraque, as reformas democráticas no Oriente Médio, os esforços para pôr fim ao conflito entre israelenses e palestinos e a situação no Líbano. ''Uma das preocupações que compartilhamos e discutimos com Sua Majestade é que o Hezbollah pode tentar prejudicar o processo de paz entre israelenses e palestinos'', expressou Bush.
Ao longo da crise política que se instalou no dia 14 de fevereiro, depois do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri, Washington vem exercendo uma pressão permanente sobre o Hezbollah e exigindo que a Síria retire todas as suas tropas e forças de inteligência do Líbano.


