Washington - O presidente George W. Bush conversou ontem sobre o Iraque com seus colegas da Rússia, China e França, que se mostram reticentes ou se opõem a uma intervenção militar americana contra Saddam Hussein.
Telefonemas de dez minutos aos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Jiang Zemin e da França, Jacques Chirac, em busca de apoio a uma eventual operação para derrotar o governo iraquiano, e ''tornar o mundo mais pacífico'', segundo o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, não conseguiram convencer os líderes aliados.
Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Alexei Gromov, citado pela Interfax, disse que Putin expressou ''sérias dúvidas'' durante a conversação telefônica sobre os argumentos de Bush para atacar o Iraque. ''O presidente Putin questionou os fundamentos - tanto em relação à legislação internacional quanto no sentido político global - do uso da força contra o Iraque'', explicou.
Segundo a porta-voz de Chirac, Catherine Colonna, o presidente francês insiste em que qualquer ação militar contra o Iraque deva ser aprovada pela ONU. Para Chirac, no entanto, os inspetores de armamentos da ONU devem retornar ao Iraque imediata e incondicionalmente.
Outro membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e principal aliado de Washington, o premier britânico Tony Blair, estará com Bush sábado na residência presidencial de Camp David. A questão do Iraque deve ocupar toda a agenda.
Em entrevista para a BBC que será transmitida neste final de semana, Blair responde ''sim'' a uma pergunta sobre se a Grã-Bretanha está disposta a ''pagar com sangue'' por sua tão propalada relação especial com os Estados Unidos.
Em declarações à rede de televisão NBC, o embaixador do Iraque, Mohammad al-Duri insistiu em que ''não temos quaisquer dessas armas'', advertindo que uma guerra ''não é um piquenique. Em todo sentido é uma guerra. Significa destruição, banho de sangue, morte'', afirmou Duri no programa ''Today''.

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