O presidente norte-americano George W. Bush anunciou ontem sua decisão de não regulamentar as emissões de dióxido de carbono (CO2), ao contrário das promessas que fez durante a campanha eleitoral no ano passado. ‘‘Não acredito que o governo deva impor aos fornecedores de energia reduções obrigatórias de emissões de dióxido de carbono, que não constituem um contaminante, segundo a lei de qualidade do ar’’, declarou o presidente em carta dirigida ao senador republicano Chuck Hagel (Nebraska).
Bush afirmou que continuava partidário de uma política energética equilibrada, considerando-se a necessidade de melhorar a qualidade do ar. O texto dessa carta foi divulgado pela Casa Branca. Na carta, Bush anuncia sua intenção de agir em conjunto com o Congresso numa estratégia que obrigaria as centrais térmicas a reduzirem as emissões de dióxido de enxofre e mercúrio.
‘‘Essa estratégia é baseada em reduções progressivas em um período razoável (...) e que ofereçam incentivos comerciais à indústria para respeitar esses objetivos’’, diz Bush na carta.
Bush reafirmou também sua oposição ao Protocolo de Tóquio sobre a redução do efeito estufa, estimando que era ‘‘injusto e ineficaz, já que 80% dos países estavam excluídos’’, e que afetaria ‘‘seriamente’’ a economia americana.
Inquietação na EuropaA União Européia (UE) mostrou sua inquietação pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos George W. Bush, a respeito da regulamentação das emissões de dióxido de carbono (CO2). A ministra sueca das relações exteriores, Anna Lindh, cujo país ocupa a presidência de turno da UE, disse à imprensa em Estrasburgo (leste da França) que espera ‘‘que os Estados Unidos (...) não se retirem das próximas negociações’’ sobre a redução.
Lindh disse que espera receber detalhes de Washington para saber se o anúncio de George W. Bush é definitivo ou não.

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