São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que completou 60 anos ontem, minimizou a ameaça feita ontem pelo governo norte-coreano que anunciou mais testes de lançamento de mísseis, alegando que os EUA buscam saídas diplomáticas para resolver a questão.
Bush disse ter pedido aos líderes de China, Coréia do Sul e Japão, em telefonema feito há poucos dias, que concordem com a proibição de a Coréia do Norte possuir armas nucleares. ''Minha mensagem é que estamos tentando resolver essa situação de forma diplomática'', disse.
Bush reiterou a necessidade uma se criar ''uma só voz'' contra os lançamentos de mísseis da Coréia do Norte, acrescentando que quanto mais unida estiver a comunidade internacional, mais isolada está a Coréia do Norte.
A Coréia do Sul também pediu uma ''resposta pacífica'' aos testes com mísseis norte-coreanos, alertando para o risco de a pressão sobre o país acirrar as tensões na Península da Coréia.
A China principal parceira comercial da Coréia do Norte também expressou preocupação com os testes com mísseis, mas pediu cautela e discussões.
Seguindo a mesma linha, a União Européia (UE) condenou veementemente os testes realizados pela Coréia do Norte, dizendo que eles ''geram tensões adicionais para a estabilidade regional, em um momento em que, para resolver a questão nuclear na Península da Coréia, é necessária a confiança mútua''.
Segundo a UE, o lançamento dos sete mísseis de teste viola o espírito da declaração conjunta adotada em setembro passado pelos seis países, que tem como objetivo comum uma península sem armas nucleares, e ''questiona a sinceridade da Coréia do Norte''.
Segundo especialistas, a Coréia do Norte desenvolve mísseis de longa distância na tentativa de se tornar capaz de construir uma bomba nuclear.

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