Bush insiste no ataque ao Iraque
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sexta-feira, 16 de agosto de 2002
Agência EFE 
Crawford, EUAO presidente dos EUA, George W. Bush, disse ontem que sua decisão a respeito de uma ação bélica contra o Iraque será adotada com base nos mais recentes relatórios dos serviços de espionagem. Respondendo a críticas dentro de seu próprio partido sobre sua política para aquele país, o republicano Bush, que está de férias em seu rancho de Crawford (Texas), afirmou que continuará considerando a possibilidade de lançar um ataque. Ele disse que o presidente iraquiano, Saddam Hussein, representa um problema para os países vizinhos e está ''metendo seu nariz'' no mundo.
Em várias ocasiões, Bush manifestou sua disposição de realizar uma ação bélica contra o governo de Bagdá para expulsar Hussein do poder, a quem acusa de fabricar armas de destruição em massa, o que foi negado por aquele país.
''Continuaremos com as consultas. É um debate saudável para as pessoas expressarem suas opiniões, mas os norte-americanos precisam saber que adotarei uma decisão com base nos últimos relatórios de inteligência e na melhor forma de proteger nosso país e nossos amigos e aliados'', explicou o Presidente.
Influentes republicanos, inclusive o ex-Conselheiro de Segurança Nacional, Brent Scowcroft, advertiram que Bush falhou na hora de justificar com solidez a possibilidade de um possível ataque contra o Iraque. Além disso, destacaram que uma eventual ação bélica contra esse país poderá minar a guerra global contra o terrorismo e também desestabilizar ainda mais o Oriente Médio.
Em seu discurso em uma sessão solene do Congresso pelo primeiro aniversário de seu Governo, em janeiro, Bush incluiu o Iraque no que chamou o ''Eixo do Mal'', junto com o Irã e a Coréia do Norte.
O Presidente norte-americano acusou Hussein de mentir sobre a fabricação de armas químicas, biológicas e nucleares.
Uma ação bélica contra o Iraque, que não foi descartada pelo próprio Bush nem por seu secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, será realizada dentro da guerra contra o terrorismo, empreendida no Afeganistão no dia 7 de outubro de 2001, segundo fontes de Washington.
Nesta semana a Casa Blanca atribuiu 40 milhões de dólares em ajuda humanitária aos grupos que se opõem a Hussein.
BombardeiosCaças do Exército britânico bombardearam, na última terça-feira, várias regiões do sul do Iraque em uma operação conjunta com aviões norte-americanos, confirmou ontem um porta-voz do Ministério da Defesa do Reino Unido, que garantiu não haver vítimas. ''Aviões da coligação operaram na terça-feira à noite nas zonas de exclusão do sul do Iraque e efetuaram uma ação de autodefesa contra uma unidade móvel de radar que havia detectado as aeronaves'', declarou o porta-voz.


