Dacar As autoridades senegalesas multiplicaram, nos últimos dias, as ações contra a criminalidade em Dacar antes da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que acontece hoje. Mais de mil pessoas foram presas domingo por ''infrações diversas'' numa operação realizada por 600 policiais. ''Estávamos acostumados a este tipo de operação, mas com a chegada do presidente Bush, ela se multiplicou e agimos em todas as áreas'' da capital, declarou à AFP um porta-voz da polícia.
''George W. Bush ainda não pisou no território senegalês, mas já está aqui'', destacou ontem um dos jornais da Capítal do Senegal.
Esta obsessão se deve mais aos americanos do que a seus anfitriões senegaleses, observou outro jornal, ''Le Quotidien'', para o qual ''os americanos fazem tudo, organizam tudo e decidem tudo'' quando seu presidente viaja.
''Por motivos de segurança, 'o serviço secreto' substitui as forças de segurança do país visitado'', acrescentou.
Esta situação pode provocar ''desgostos individuais ou coletivos'', afirmou o Walfadjri, em referência aos problemas registrados no serviço telefônico desde que a comitiva presidencial americana reservou 400 linhas para a visita.
A segurança priva principalmente o visitante da ''recepção popular'' que é oferecida à maioria dos presidentes, segundo o programa provisório encaminhado à imprensa em Dacar. Ao contrário do habitual, nem hinos nacionais ou revistas de tropas no aeroporto de Dacar serão realizadas, por ''motivos de segurança''.
Protesto Um comitê de intelectuais senegaleses organizou ontem um protesto público em Dacar contra a visita do presidente americano George W. Bush denunciando ''a chantagem'' de Washington a propósito da Corte Penal Internacional (CPI), constatou um jornalista da AFP.
O Comitê de Iniciativa dos Intelectuais Senegaleses (CIIS) assim como representantes dos partidos políticos fizeram uma passeata pelas ruas da capital chamando Bush de ''criminoso''.
Bush começa hoje em Dacar uma viagem ao continente africano. Além do Senegal, Bush visitará a África do Sul, Botswana, Uganda e Nigéria.

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