Washington O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que está otimista de que o Conselho de Segurança da ONU votará hoje uma nova resolução que ameaça a Iraque com ''sérias consequências'' se não se desarmar. Bush descreveu a resolução apresentada pelos Estados Unidos e o Reino Unido como ''dura''. ''O elemento principal é que há 'sérias consequências''' se Iraque não destruir suas armas de destruição em massa, declarou. ''Se temos que usar tropas para desarmá-lo'', disse Bush referindo-se a Saddam Hussein, ''os Estados Unidos e alguns amigos atuarão rapidamente com força para fazê-lo''.
Apoio Bush informou aos jornalistas que havia acabado de falar por telefone com os presidentes russo Vladimir Putin e francês Jacques Chirac. O presidente norte-americano hesitou em colocar palavras nas bocas de outros líderes, mas confessou: ''Estou otimista de que teremos a resolução aprovada amanhã (sexta-feira)''. ''A resolução é sobre desarmamento, é um tantativa de desarmar Saddam Hussein de uma vez por todas''. ''Quando essa resolução for aprovada, poderei dizer que as Nações Unidas reconheceram a ameaça e que vamos trabalhar juntos para desarmá-lo''.
A porta-voz de Chirac disse em Paris que o presidente francês e Bush conversaram por telefone sobre um projeto de resolução relativo ao Iraque.
Advertência George W.Bush dirigiu-se,, na ocasião, aos generais iraquianos afirmando que não devem pôr em perigo a vida de seus compatriotas nem as das populações de países vizinhos. ''Os generais iraquianos devem compreender que suas condutas terão resultados nefastos. Se optarem por colocar em perigo seus compatriotas ou as populações da região, haverá resposta'', disse Bush durante entrevista coletiva em Washington.
Segurança O presidente George W. Bush, pediu ao Senado que aprove antes do fim deste ano a criação do Departamento de Segurança Nacional e tome medidas para dinamizar a economia. ''A segurança interna é a questão mais importante'', disse Bush, acrescentando que ''as eleições acabaram, mas a ameaça terrorista continua sendo real''. Em entrevista coletiva, o presidente reiterou seu desejo de trabalhar com o derrotado Partido Democrata.
Bagdá contesta O Conselho de Segurança da ONU continuou debatendo ontem o projeto de resolução norte-americano sobre o desarmamento do Iraque, que Washington espera que seja aprovado hoje. A imprensa de Bagdá, no entanto, considera o texto ''fadado ao fracasso''.
França, Rússia e China, três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança junto com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, afirmaram que o novo projeto norte-americano respondia a várias questões levantadas, mas que seriam necessários maiores esclarecimentos.
Um dia depois da apresentação formal do projeto aos 15 membros do Conselho de Segurança, o chefe da diplomacia francesa, Dominique de Villepin, advertiu que agora ''a bola está no campo iraquiano''. ''Não digo que não haverá guerra; mas ela pode ser evitada e isso depende de Saddam Hussein e de seu respeito às obrigações criadas por esta resolução'', assinalou.
A China, por sua vez, avaliou que o novo projeto respondia a certas demandas, mas não indicou se daria seu apoio a ele.
Em uma entrevista por telefone quarta-feira, o presidente francês Jacques Chirac e seu colega russo Vladimir Putin enfatizaram a necessidade de ''eliminar certas ambiguidades'' sobre o uso da força proposto pelo projeto.

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