O presidente George W. Bush quer livrar os Estados Unidos e a Rússia da maior parte de seus arsenais nucleares. Mas seu problema não é tanto Vladimir Putin. É o Pentágono.
A sessão de briefing de 20 minutos na Casa Branca no mês passado foi seca e recheada de estatísticas e acrônimos, mas despertou a atenção do presidente. Hoje, o arsenal nuclear dos Estados Unidos inclui 5,4 mil ogivas instaladas em mísseis balísticos intercontinentais, em terra e no mar; 1.750 bombas nucleares e mísseis de cruzeiro prontos para serem lançados de bombardeiros B-2 e B-52; outras 1.670 armas nucleares classificadas como ‘‘táticas’’. E, por via das dúvidas, outras 10 mil ogivas nucleares mantidas em silos nos EUA contra surpresas futuras.
Bush assombrou-se com tanto poder de destruição nas mãos de um presidente. ‘‘Eu não fazia a menor idéia de que tínhamos tantas armas’’, disse. ‘‘Para que precisamos delas?’’
Boa pergunta – mas sem resposta simples ou fácil. Desde que a estratégia norte-americana de ataque nuclear foi codificada num Plano Operacional Integrado e Único (SIOP) em 1960, presidentes têm ficado assombrados com a simples idéia de precisar transmitir a ‘‘ordem de execução’’ (durante anos, as palavras-código foram ‘‘Ponto Vermelho’’).

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