Bush espanta-se com arsenal nuclear dos EUA
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de junho de 2001
Agência Estado/NewswwekDe Washington 
O presidente George W. Bush quer livrar os Estados Unidos e a Rússia da maior parte de seus arsenais nucleares. Mas seu problema não é tanto Vladimir Putin. É o Pentágono.
A sessão de briefing de 20 minutos na Casa Branca no mês passado foi seca e recheada de estatísticas e acrônimos, mas despertou a atenção do presidente. Hoje, o arsenal nuclear dos Estados Unidos inclui 5,4 mil ogivas instaladas em mísseis balísticos intercontinentais, em terra e no mar; 1.750 bombas nucleares e mísseis de cruzeiro prontos para serem lançados de bombardeiros B-2 e B-52; outras 1.670 armas nucleares classificadas como táticas. E, por via das dúvidas, outras 10 mil ogivas nucleares mantidas em silos nos EUA contra surpresas futuras.
Bush assombrou-se com tanto poder de destruição nas mãos de um presidente. Eu não fazia a menor idéia de que tínhamos tantas armas, disse. Para que precisamos delas?
Boa pergunta mas sem resposta simples ou fácil. Desde que a estratégia norte-americana de ataque nuclear foi codificada num Plano Operacional Integrado e Único (SIOP) em 1960, presidentes têm ficado assombrados com a simples idéia de precisar transmitir a ordem de execução (durante anos, as palavras-código foram Ponto Vermelho).


