Washington -
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush e o senador John Kerry entram na reta final da campanha eleitoral americana lutando corpo a corpo para marcar a diferença. Bush expressou ontem seu apoio à união civil entre homossexuais em nível estadual, destacando que neste ponto discorda de seu Partido Republicano, mas reiterou que é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
''Não creio que devamos negar às pessoas o direito a uma união civil, a um termo legal se isso for decidido por um estado'', disse Bush numa entrevista à rede de televisão ABC divulgada ontem. ''Considero a definição do casamento diferente de um acordo legal que permita ter direitos'', disse. ''Creio firmemente que o casamento deve ser definido como uma união entre um homem e uma mulher'', destacou.
Ao ser perguntado sobre a rejeição de seu partido à união civil entre homossexuais, Bush disse que não estava de acordo com essa posição, incluída na plataforma republicana adotada durante a Convenção de Nova York em setembro passado, que o indicou como candidato à reeleição. Bush apóia a adoção de uma emenda constitucional proibindo o casamento homossexual.
Por outro lado, o democrata John Kerry lançou ontem um novo ataque em Green Bay contra o presidente George W. Bush pedindo respostas quanto as 350 toneladas métricas de explosivos convencionais desaparecidos no Iraque. Kerry também questionou Bush pelas notícias da imprensa que, se for reeleito, o atual presidente solicitará no próximo ano US$ 70 bilhões adicionais para financiar o Iraque e o Afeganistão. ''Quanto mais o povo americano terá de pagar?'', indagou.

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