Washington - O presidente George W. Bush e o Congresso dos Estados Unidos se uniram à causa dos pais de Terri Schiavo, em coma há 15 anos, que se opõem à eutanásia, aprovando na madrugada de ontem uma lei que transfere para a Justiça Federal a decisão sobre o caso.
''Hoje promulguei um projeto de lei que permitirá que as cortes federais recebam uma ação de ou em nome de Terri Schiavo por violação de seus direitos se negarem ou retirarem seus alimentos, os líquidos ou o tratamento médico necessário para mantê-la com vida'', afirma Bush em um comunicado.
''Em casos como este, quando existem questões graves e dúvidas profundas, nossa sociedade, nossas leis e nossos tribunais têm uma presunção em favor da vida'', destaca Bush, que interrompeu o fim de semana em seu rancho no Texas para assinar a lei, no texto.
A lei, aprovada no domingo pelo Senado e mais tarde pela Câmara de Representantes em sessão extraordinária, permite à mãe de Terri Schiavo apelar à justiça federal, que até agora se negou a tratar do caso.
''Estamos muito, muito agradecidos de ter cruzado esta ponte e estamos muito, muito esperançosos de que os tribunais federais acompanharão a vontade do Congresso e salvarão a vida de minha irmã'', disse Suzanne Vitadamo em uma entrevista coletiva diante da clínica na qual Terri está internada.
A decisão irritou o marido de Terri, Michael Schiavo. ''Este problema não é questão deles (os políticos). Terri já disse o que desejava e o caso permaneceu nas cortes nos últimos sete anos'', disse em Dunedin, Flórida (sul).
''Dezenove juízes cuidaram do caso. Foram apresentadas apelações. A Suprema Corte de Justiça recebeu o caso. Agora, a Câmara de Representantes e o Senado dizem que estão equivocados. Estão se metendo com a Constituição'', acrescentou. ''Estão se metendo em uma questão pessoal e privada desta família. O que está acontecendo devia dar medo, muito medo a cada cidadão dos Estados Unidos'', disse.
O juiz James Whittemore, do Tribunal Federal de Tampa, na Flórida, adiou ontem sua decisão sobre o caso de Terri Schiavo, após uma audiência que durou cerca de duas horas. O juiz declarou: ''não informarei onde, como ou quando'' darei a decisão.

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