Washington- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assegurou ontem, ao iniciar seu segundo mandado, que seu objetivo ''supremo é acabar com a tirania no mundo'', mediante à promoção da democracia em cada nação e cultura. ''É a política dos Estados Unidos buscar e apoiar o crescimento de movimentos e instituições democráticas em cada nação e cultura, com o objetivo supremo de pôr um fim à tirania em nosso mundo'', declarou Bush em seu discurso após a solenidade de juramento no cargo.
O presidente americano utilizou a mesma palavra tirania do pronunciamento, da terça-feira passada, de sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, ao falar de seus países: Cuba, Bielo-Rússia, Irã, Mianmar, Coréia do Norte e Zimbábue.
A 10 dias das eleições iraquianas, Bush assegurou que a sobrevivência da liberdade nos Estados Unidos depende cada vez mais do êxito da democracia em outros países. ''Enquanto regiões inteiras do mundo estiverem imersas em ressentimentos e tirania, submetidas a ideologias que alimentam o ódio e perdoando o assassinato, a violência só aumentará, convertendo-se em potência destruidora e cruzando fronteiras'', destacou.
''A melhor esperança de paz em nosso mundo é a expansão da liberdade por todo o planeta'', acrescentou o governante, que evitou cuidadosamente falar da luta antiterrorista, após jurar fidelidade à Constituição no Capitólio, perante dezenas de milhares de pessoas que não se intimidaram com o frio e a neve.
''Em longo prazo, não há justiça sem liberdade e, muito menos, pode haver direitos humanos sem liberdade'', destacou o presidente, cujo primeiro mandato foi marcado pelos atentados de 11 de setembro e as consequentes guerras contra os talibãs, no Afeganistão, e o regime de Saddam Hussein, no Iraque.
Bush, que invadiu o Iraque sem o aval da ONU e apesar da oposição de países como a França e a Alemanha, garantiu, contudo, a seus aliados que confiava em seus conselhos e que dependia de sua ajuda.
Vários enfrentamentos entre manifestantes contrários ao presidente americano e policiais aconteceram em Washington antes do ato de posse. Um grupo de cerca de 50 anarquistas tentou atravessar à força os controles de segurança e foi detido.

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