Bush diz que execução não encerra violência
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domingo, 31 de dezembro de 2006
Das Agências 
Para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que dormia no Texas quando o ex-ditador morreu em Bagdá, a execução de Saddam ''não acabará com a violência no Iraque, mas é uma etapa importante no caminho para um Iraque democrático e auto-suficiente, capaz de se tornar um aliado na guerra contra o terrorismo''. De acordo com Bush, ''muitas opções difíceis e sacrifícios estão pela frente. A segurança do povo americano ainda exige que lutemos para assegurar que a jovem democracia iraquiana continue evoluindo''.
O Irã saudou a execução do ex-presidente Saddam Hussein como uma ''vitória dos iraquianos'', nas palavras do vice-ministro de Relações Exteriores, Hamid Reza Assefi. ''Os iraquianos são vencedores, como foram quando (Saddam Hussein) perdeu o poder'', disse Assefi, citado pela agência oficial Irna.
Já a Líbia decretou três dias de luto nacional pelo ''prisioneiro de guerra Saddam Hussein'', conforme anunciou a agência oficial Jana. Todas as cerimônias previstas para a festa muçulmana do Aid Al Adha foram suspensas.
O porta-voz do movimento islâmico palestino no poder, o Hamas, Fawzi Barhum, afirmou que ''o enforcamento de Saddam Hussein é um assassinato político que viola todas as leis internacionais que protegem os prisioneiros de guerra. Saddam Hussein era um prisioneiro de guerra''. Ele denunciou também o processo ''injusto'' contra o ex-ditador e a escolha da data de execução, pouco antes do início do Aid al Adha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ponderou não saber dizer ''se foi um julgamento ou uma vingança. De qualquer forma, acho que não resolve o problema do Iraque. Acho que a violência vai continuar''.
O Japão, aliado próximo dos Estados Unidos, disse respeitar a decisão do Iraque de executar o ex-ditador Saddam Hussein. ''O Japão espera que o Iraque se torne um país estável e seguirá apoiando o país junto com a comunidade internacional'', disse o primeiro-ministro Shinzo Abe, segundo a agência Kyodo News.
A execução do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein é uma ''notícia trágica'', disse ontem o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.''Há um risco de que alimente o espírito de vingança e seja fonte de mais violência.''


