Fort Hood, EUA - O presidente americano, George W. Bush, disse ontem que ''a semana foi dura'' no Iraque, durante uma visita à base militar de Fort Hood, no Texas, uma das maiores dos Estados Unidos e que enviou tropas ao Iraque.
''Nossas tropas são fortes e estão resolvendo o problema'', disse Bush aos jornalistas que o acompanharam. ''Sua tarefa é tornar o Iraque mais seguro, para que um país pacífico possa surgir, e estão fazendo um bom trabalho (...). Rezo todos os dias por menos baixas, mas o que estamos fazendo é o certo'',
acrescentou.
A base fica a 100km do rancho de Bush em Crawford, onde o presidente passa o feriado da Páscoa.
Bush disse que é informado regularmente sobre a situação no Iraque pelo comando militar, e adiantou que se o general John Abizaid, chefe do Comando Central (Centcom), precisar de mais tropas, ''pode pedir (...) assim como eu, ele acha que a violência que vimos é gerada por um pequeno grupo, que busca frear o avanço para a democracia''.
11 de Setembro A Casa Branca divulgou ontem o documento ''Bin Laden decidido a atacar nos Estados Unidos'', pressionada pela comissão independente investigadora dos atentados de setembro de 2001, dirigidos pelo fundamentalista islâmico Osama Bin Laden, contra Washington e Nova York. Segundo o documento, Bush foi avisado mais de um mês antes do 11 de Setembro, que a Al Qaeda havia alcançado a América, tinha um sistema de apoio no local para suas atividades e que o FBI a polícia federal dos EUA havia detectado atividades suspeitas que poderiam envolver um plano de sequestro de um avião.
Bush minimizou ontem a importância do documento, recebido por ele e datado de 6 de agosto de 2001. Segundo ele, o memorando não citava um eventual ataque contra os Estados Unidos. ''Falava em intenções, e que alguém odiava os Estados Unidos. Isso nós já sabíamos'', disse Bush aos jornalistas.
''Se soubéssemos, teríamos agido'', afirmou. ''Se eles (os serviços de inteligência) tivessem descoberto algo, teriam me informado'', acrescentou.

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