Bush destina US$ 5 bi para parques
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quarta-feira, 30 de maio de 2001
France Presse Do Parque Nacional das Sequóias, EUA 
Criticado pelos ecologistas por sua política energética, o presidente americano George W. Bush adotou ontem uma postura em defesa da natureza e anunciou um plano de cinco bilhões de dólares para a conservação e valorização dos parques nacionais dos Estados Unidos.
Para apresentar este projeto, Bush escolheu como palco um paraíso dos turistas na Califórnia, o Parque Nacional das Sequóias.
O presidente caminhou aos pés das árvores gigantes e milenares, algumas com mais de 100 metros de altura, antes de escalar um enorme domo de granito.
Segundo Bush, os parques nacionais, que recebem 287 milhões de visitantes por ano não foram suficientemente cuidados e mantidos nos últimos anos e necessitam de um orçamento de cinco bilhões de dólares em cinco anos para melhorar.
Bush anunciou também medidas contra a poluição industrial, mediante a imposição de critérios contra a poluição mais estritos para as termelétricas a carvão, situadas próximas aos parques nacionais.
Também determinou a realização de informes anuais sobre o estado dos parques naturais.
Para deixar como legado a uma nação o ar puro e as águas limpas, Bush disse que espera ver o governo federal trabalhando estreitamente com os Estados e as coletividades locais, que têm uma melhor compreensão dos problemas e das soluções.
Frisou que a proteção da natureza não deve ser realizada em detrimento dos legítimos direitos dos proprietários.
Em março passado, Bush provocou uma onda de críticas na comunidade internacional e em especial nos ecologistas, ao rejeitar o protocolo de Kyoto sobre o aquecimento do clima e renunciar e regulamentar as emissões poluentes de dióxido de carbono (CO2) nos Estados Unidos, um dos principais gases geradores do efeito estufa.
Ele disse que levava muito a sério as questões climáticas e que apresentaria propostas para limitar esse fenômeno.
Um um alto chefe de sua administração disse recentemente que Bush esperava poder dar a primícia aos presidentes europeus, quando se reunir com eles no próximo mês em Goeteborg (Suécia).
Apresentado há 15 dias, seu plano sobre a energia não contribuiu para acalmar os ânimos, apesar dele determinar mais recursos para fontes de energia renováveis.


