Washington A Casa Branca disse ontem que o Papa João Paulo II tem direito de fazer pronunciamentos públicos contra a guerra, mas que estes não serão o fator decisivo para uma possível ação contra o Iraque.
O presidente norte-americano George W. Bush ''tomará suas decisões com base no que pensa ser correto para proteger o povo do país'', disse o porta-voz presidencial Ari Fleischee aos jorlistas. Durante uma conversa com o primeiro-ministro britânico Tony Blair no dia 22 de fevereiro, o Papa exortou Blair a fazer ''todos os esforços possíveis para evitar novas divisões no mundo'' e ''afastar a tragédia de uma guerra'' com o Iraque. ''O papado é considerado uma nação soberana também neste caso. O Papa historicamente teve um papel no diálogo mundial. É um direito do papado iniciar o diálogo'', acrescentou o porta-voz da Casa Branca.
Com aznar A diplomacia do Vaticano trabalha com afinco há semanas para encontrar uma saída pacífica para a crise iraquiana, tema que será abordado hoje com o chefe do Governo espanhol, José María Aznar, durante uma audiência particular om o papa João Paulo II.
O Papa se reuniu ontem com o vice-presidente da assembléia do Irã, Mohammed-Reza Khatami.
Com Aznar, representante de um dos países mais católicos do mundo, aliado da Grã-Bretanha e Estados Unidos, o Papa apelará com toda sua autoridade moral para que se comprometa com uma saída política.

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