Sharm el-Sheikh, Egito O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu a criação de um Estado palestino ''independente e pacífico'', no início de sua missão de paz no Oriente Médio, ontem, em uma reunião com líderes árabes moderados no balneário egípcio de Sharm El-Sheik.
''Sou desse tipo de homem que faz o que diz, e o que eu digo é que o mundo necessita de um Estado palestino livre e pacífico'', disse Bush, acrescentando que seu governo vai trabalhar para realizar esta ''visão''.
''Meu governo vai trabalhar com todas as partes envolvidas para materializar esta visão. Penso que chegou o momento de trabalhar para realizá-la e todas as partes têm responsabilidades nisso'', acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos agradeceu ao primeiro-ministro palestino Mahmud Abbas, com quem se encontrou pela primeira vez, por sua participação na cúpula de Sharm El-Sheik, que classificou de ''histórica''.
Bush lançou um pedido para o fim dos atentados terroristas contra Israel e a interrupção da política de implantação dos colônias judias nos territórios ocupados.
''Você tem uma responsabilidade e você a assume. Quero trabalhar com você assim como com os outros dirigentes que estão aqui'', disse Bush a Mahmud Abbas.
''Não devemos permitir que umas pessoas, uns assassinos, uns terroristas destruam os sonhos e as esperanças da maioria. Israel tem responsabilidades, Israel deve abordar o assunto das colônias, Israel deve se certificar que há um território contínuo que os palestinos podem chamar de sua pátria'', acrescentou o presidente americano.
''Os dirigentes reunidos em torno desta mesa têm responsabilidades'', afirmou Bush dirigindo-se ao presidente egípcio Hosni Mubarak, a Mahmoud Abbas, ao rei Abdullah II da Jordânia, ao rei Hamad de Bahrein e ao príncipe herdeiro saudita Abdullah bin Abdul Aziz.
Também declarou para seus interlocutores que deveriam ''combater o terrorismo e permitir a criação de um Estado palestino por seu próprio interesse''.
Bush agradeceu a Hosni Mubarak por ter organizado a cúpula de Sharm El-Sheikh antes do encontro que terá hoje com Mahmud Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, em Aqaba (Jordânia).
''Será um processo longo e difícil'', destacou o presidente, que fez várias referências a ''Deus Todo-Poderoso'' durante sua intervenção.
Duas declarações deveriam ser apresentadas ao fim da reunião de Sharm El-Sheikh, uma da parte árabe e outra do lado americano.
Segundo a agência de imprensa oficial egípcia Mena divergências entre os Estados Unidos e os cinco dirigentes árabes participantes, principalmente sobre a normalização das relações com Israel, retardaram a abertura oficial da cúpula.

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