Pretória O presidente George W. Bush, evococando ontem, em Pretória, a ajuda americana de 15 bilhões de dólares (a ser repassada em parcelas durante 5 anos) para a luta contra a Aids, defendeu ao mesmo tempo as companhias farmacêuticas criticadas pelos elevados preços de seus produtos destinados à população africana.
Durante uma entrevista à imprensa depois de reuniões com o colega sul-africano, Thabo Mbeki, o presidente americano afirmou que os preços dos medicamentos contra a Aids diminuíram nos últimos meses, depois de um acordo de 2001 da Organização Mundial de Comércio (OMC) para permitir aos países em desenvolvimento fabricar produtos genéricos.
Os preços dos remédios contra a doença ''baixaram substancialmente'' nestes últimos meses, frisou o presidente americano acrescentando que os ''Estados Unidos apóiam uma moratória na legislação, permitindo a quebra de patentes dos medicamentos contra doenças suscetíveis de provocarem pandemias''.
''Continuaremos trabalhando com a África do Sul e outros países, para tentar uma política que, de um lado, proteja os direitos dos necessitados e, do outro, que faça com que os medicamentos para salvar vidas (...) estejam disponíveis a preços razoáveis'', acrescentou.

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