Bush critica países europeus
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de novembro de 2003
Jean-Louis Doublet<br>France Presse 
Londres O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que iniciou terça-feira uma visita de Estado de três dias na Grã-Bretanha, criticou ontem os europeus, condenando a política européia para o Irã, e o diálogo com alguns dirigentes palestinos. Bush também exortou os europeus a lutar contra o anti-semitismo.
Durante seu discurso, o presidente americano, que mantém relações tensas com seus colegas francês e alemão, não poupou suas críticas.
Na opinião de Bush, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ''deve cumprir os objetivos que justificam sua existência, e lembrar ao Irã suas obrigações''. A AIEA está tentando elaborar um projeto de resolução sobre o programa nuclear iraniano, que, segundo os Estados Unidos, é desenvolvido com fins militares.
Bush também denunciou os contatos que os europeus mantêm com alguns dirigentes palestinos. O presidente americano se referia, implicitamente, ao líder palestino Yasser Arafat, que Washington quer isolar politicamente.
''Os dirigentes europeus devem deixar de apoiar os líderes palestinos que traíram a causa de seu povo'', afirmou Bush. Bush ressaltou que ''os dirigentes europeus devem lutar firmemente contra o anti-semitismo, que prejudica o debate público sobre o futuro do Oriente Médio'', referindo-se à onda de incidentes anti-semitas registrados recentemente em vários países europeus.
Quanto ao Iraque, Bush defendeu sem vacilar a decisão tomada em março passado com seu aliado britânico de invadir o Iraque para derrubar o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, uma decisão contrária às opiniões da França, da Alemanha e da Rússia.
Bush defendeu uma política exterior ''multilateral'', articulada em torno de ''três pilares'': o apoio às instituições internacionais, a necessidade de atuar, utilizando a força se necessário, e os valores democráticos, e sua promoção no mundo.


