Bush chega à convenção com leve vantagem
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sexta-feira, 27 de agosto de 2004
France Presse 
Washington - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegará na próxima semana à convenção republicana, que será realizada em Nova York, motivado por uma ligeira vantagem nas pesquisas, apesar dos maus resultados econômicos e da difícil situação no Iraque.
Três pesquisas de opinião realizadas nesta semana colocam o presidente George W. Bush ligeiramente acima do adversário democrata na corrida presidencial, John Kerry.
Segundo uma sondagem do Wall Street Journal/NBC, com uma margem de erro de 3,5%, Bush lidera com 475 das intenções de voto contra 45% a apenas quatro dias da Convenção Nacional Republicana, que acontecerá entre 30 de agosto e 2 de setembro, em Nova York.
Uma outra pesquisa, feita pelo USA Today/CNN/Gallup, com 3% de margem de erro, conclui que se as eleições fossem realizadas agora Bush venceria Kerry por 50% contra 47% entre os eleitores que afirmaram estar dispostos a votar. No entanto, entre todos os eleitores registrados, a vantagem seria menor: 48% a 47%.
Com a inclusão do candidato independente Ralph Nader como opção de voto, a vantagem de Bush sobre Kerry é reduzida para 48% a 46%, segundo a pesquisa do USA Today/CNN/Gallup.
Já a realizada pelo Los Angeles Times, também com 3% de margem de erro, indica que Bush ganharia de Kerry por 49% a 46%. Em julho, Bush estava em desvantagem: 48% a 46% para Kerry. De acordo com a enquete do Los Angeles Times, o presidente tem também ligeira vantagem em três Estados considerados fundamentais. Em Missouri (centro), Bush lidera com 46% a 44%. Em Wisconsin (norte), a vantagem do republicano é de 48% a 44%. Já em Ohio (norte), Bush supera o candidato democrata por 49% contra 44%.
Em entrevista para o jornal The New York Times, Bush admitiu pela primeira vez que avaliou equivocadamente as condições do pós-guerra no Iraque. Ele reconheceu que ''calculou mal as condições''. Este erro estaria, segundo Bush, ligado à ''vitória rápida'' das tropas americanas sobre os soldados de Saddam Hussein, que se esconderam nas cidades e prepararam uma rebelião mais rápido do que ele e seus assessores esperavam. ''Estamos nos ajustando às condições'', afirmou o presidente, citando especialmente a cidade de Najaf, onde os americanos e forças iraquianas vêm enfrentando há quase três semanas as milícias do chefe radical xiita Moqtada al-Sadr.


