Bush chega a Bruxelas para estimular paz no Oriente Médio
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Pierre Glachant<br> France Presse 
Bruxelas - Os Estados Unidos e a União Européia deverão afirmar sua intenção de estimular a paz no Oriente Médio durante a visita do presidente George W. Bush, de amanhã a terça-feira, a Bruxelas, ocasião na qual a UE buscará demonstrar a necessidade de negociar a questão nuclear com o Irã.
Em pleno processo de reconciliação entre os sócios transatlânticos, depois da divisão criada pela guerra no Iraque, Bush participará na terça-feira de uma reunião de chefes de Estado e de Governo da Otan na sede desta organização, e depois se reunirá com as autoridades da União Européia.
Em meio a esta agitada agenda, a visita de Bush a Bruxelas deverá servir, em primeiro lugar, para que americanos e europeus afirmem sua intenção de contribuir para estimular a nova dinâmica de paz colocada em andamento no Oriente Médio.
Estados Unidos e União Européia estão de acordo em reativar o ''Mapa da Paz'', o plano de paz criado pelo Quarteto para a Paz (EUA, UE, Rússia e ONU), que prevê a criação de um Estado palestino junto a Israel, segundo os analistas. Nesse sentido, americanos e europeus já estão preparando uma reunião do Quarteto em Londres, em 1º de março, com o objetivo de relançar o processo de paz, afirmou um diplomata.
O Alto Representante da União Européia para Política Externa, Javier Solana, destacou recentemente a necessidade de uma ''boa cooperação'' durante este período-chave, que se estenderá até as eleições municipais e legislativas palestinas (em meados do ano) por um lado, e a retirada israelense da Faixa de Gaza (que deve terminar no final de 2005), por outra parte.
Os europeus estão satisfeitos que os Estados Unidos tenham voltado a se comprometer na questão israelense-palestina, como ficou demonstrado com a recente visita da secretária de Estado Condoleezza Rice à região.
Os europeus tentarão convencer Bush da necessidade de continuar adiante com as negociações que três países da União Européia (Grã-Bretanha, França e Alemanha) mantêm com Teerã para que renuncie à sua ambição de ter a bomba atômica.


