Washington O presidente George W. Bush apresentou ontem um plano que permitirá legitimar temporariamente os imigrantes ilegais que trabalham nos Estados Unidos e os estrangeiros que pretendam fazê-lo no futuro, por um prazo máximo de seis anos, revelaram funcionários do governo federal. Se for aprovado pelo Congresso, o programa também aumentará o número de permissões de residência e trabalho permanente (green card) nos Estados Unidos, mas trará controles e penas mais severas contra as contratações de imigrantes ilegais, destacaram os funcionários. Bush anunciou oficialmente o plano às 14H30 local (16H30 Brasília) durante um discurso.
O programa deve permitir a oito milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos a legalização temporária de sua situação, afastando ''o medo da deportação'' e concedendo os mesmos privilégios que goza um trabalhador americano, sempre e quando provarem que já estão atuando em qualquer setor e que seu empregador não consegue um americano para substitui-lo, explicaram os funcionários. ''Estimamos que de sete a oito milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos terão a oportunidade de integrar este projeto''. ''Este será um programa atrativo que reduzirá o número de estrangeiros ilegais no país''.
A proposta de Bush prevê conceder aos imigrantes ilegais que já trabalham nos Estados Unidos e aos estrangeiros que pretendem fazê-lo um visto de trabalho de três anos, renovável por mais três, desde que haja o interesse e o compromisso de um empregador. Durante este período, o trabalhador poderá trazer seu cônjuge e filhos para os Estados Unidos, desde que prove sua capacidade para sustentá-los, e também poderá viajar ao país de origem e retornar livremente.
No final do período de seis anos, o trabalhador estrangeiro e sua família deverão abandonar os Estados Unidos, para o qual terão um incentivo. O trabalhador estrangeiro poderá ficar nos Estados Unidos após este período se obtiver uma autorização de trabalho permanente.
O anúncio chega meses antes das eleições presidenciais de novembro, quando Bush tentará a reeleição e dependerá do voto da população de origem hispânica, que soma mais de 38 milhões de pessoas nos Estados Unidos. ''O presidente garantirá o trato correto do debate no Congresso'', disseram os funcionários.

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