Munique O presidente norte-americano George W. Bush está disposto a assumir ''sozinho, e com as nações que pensam como ele'', a responsabilidade de uma guerra no Iraque, se ''a comunidade internacional não estiver disposta a isso'', declarou o secretário de Estado Colin Powell ao diário alemão Sueddeutsche Zeitung. ''O presidente ainda não tomou uma decisão sobre o início de uma guerra'', destacou Powell, neste entrevista dada a cinco correspondentes de países que acabam de entrar no Conselho de Segurança como membros não-permanentes, entre os quais a Alemanha.
Bush disse que queria ''resolver o problema pacificamente'', acrescentou o secretário de Estado. Porém, ''se o assunto não for resolvido de maneira pacífica, o presidente acredita que a comunidade internacional tem a obrigação de desarmar o Iraque pela força''.
''Se a comunidade internacional não estiver disposta a isso, o presidente acha que os Estados Unidos deverão assumir sozinhos esta responsabilidade, junto às nações que pensam como ele''.
Saddam ameaça O presidente iraquiano Saddam Hussein afirmou ontem que os Estados Unidos, ''os mongóis da era moderna'', cometerão suicídio se atacarem Bagdá. ''Bagdá, seu povo e seus dirigentes estão decididos a levar os mongóis da era moderna a se suicidarem em seus muros'', declarou Saddam Hussein em um discurso transmitido pela rádio e televisão no 12º aniversário do começo da Guerra do Golfo, no dia 17 de janeiro de 1991.
Saddam Hussein se referia claramente aos Estados Unidos, que ameaçam fazer uma intervenção militar para derrubar seu regime. Em sua intervenção, que chamou de ''Discurso da Mãe de Todas as Batalhas'', o nome dado pelo Iraque à Guerra do Golfo'', o presidente iraquiano lembrou que os mongóis dirigidos por Hulagy conquistaram e saquearam Bagdá no século XIII.

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