O presidente norte-americano George W. Bush afirmou ontem que já está assegurada a supremacia aérea dos Estados Unidos no espaço aéreo do Afeganistão, mas não informou se ordenará a mobilização de tropas terrestres.
Por seu turno, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, confirmou a informação, assinalando que os Estados Unidos estão agora com condições de iniciar ataques ''contínuos'' contra o Afeganistão, depois de destruírem os sistemas da defesa aérea dos talebans. ''Agora estamos capacitados a realizar ataques mais ou menos contínuos'' contra os talebans, destacou Rumsfeld depois de explicar à imprensa os alcances das incursões aéreas realizadas até agora.
''Golpeamos numerosos campos de treinamento terroristas. Destruímos a maioria dos campos de pouso, acho que todos menos um, o mesmo acontecendo com seus radares e canhões de defesa antiaérea'', informou o secretário da Defesa.
O general Richard Myers, chefe do Estado Maior Conjunto, destacou que nos ataques destas últimas noites os Estados Unidos ''conseguiram fundamentalmente a supremacia'' sobre o espaço aéreo do Afeganistão.
Ao mesmo tempo em que anunciou a supremacia aérea, o presidente George W. Bush, decidiu limitar a divulgação aos membros do Congresso de informações ''sensíveis'' sobre as operações militares no Afeganistão e sobre a segurança nos Estados Unidos, diz um memorando presidencial ao qual a AFP teve acesso ontem.
Apenas os quatro líderes do Congresso - republicanos e democratas do Senado e da Câmara - e os principais responsáveis pelos comitês de inteligência da casa ficarão cientes do desenvolvimento das operações, segundo o memorando.
Os Estados Unidos também informaram ontem que estão satisfeitos com a reação dos governos dos países muçulmanos em relação às operações militares no Afeganistão, tentando minimizar os protestos das populações. ''Consideramos muito positiva em termos gerais a resposta dos governos do mundo árabe e do mundo muçulmano'', declarou o porta-voz do departamento de Estado, Richard Boucher, que também citou o ''apoio das populações''.
O secretário de Estado, Colin Powell, conversou por telefone no último fim de semana, antes dos ataques aéreos, com vários líderes de países muçulmanos, que lhe deram ''um apoio sólido'', disse o porta-voz. Boucher reconheceu ''que houve manifestações'' de oposição aos ataques em alguns países muçulmanos, mas tentou minimizar sua importância. ''Não são inesperadas, mas têm uma extensão muito limitada'', garantiu.
O porta-voz atribuiu as manifestações a pessoas ''com mentalidade atrasada, cujas posições consistem culpar os Estados Unidos por tudo e considerar que os Estados Unidos são hostis aos muçulmanos''.
O governo macedônio decidiu ontem colocar os aeroportos à disposição de Estados Unidos e aliados, anunciou o Ministério da Defesa. ''Em resposta ao pedido do governo americano, o ministro da Defesa colocou os aeroportos de Skopje e Ohrid (Sudoeste) à disposição de Estados Unidos e aliados'', declarou o porta-voz do ministério, Marjan Gjurovski, acrescentando que eles servirão ''para eventuais operações aéreas e transporte de tropas e equipamento'' militar.

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