Bush afirma que EUA estão de olho em Saddam Hussein
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quinta-feira, 11 de outubro de 2001
France Presse<br> De Washington 
O presidente norte-americano George W. Bush afirmou ontem à noite que o líder iraquiano Saddam Hussein ''é um homem maligno'' e que os Estados Unidos ''o estão vigiando atentamente''. Apesar da advertência, Bush não citou qualquer ação específica contra Saddam Hussein dentro da campanha internacional contra o terrorismo. ''Não há dúvida de que o líder iraquiano é um homem maligno. Já lançou gases contra seu próprio povo e sabemos que desenvolve armas de destruição em massa'', disse o presidente.
Bush homenageou ontem as quase 200 pessoas mortas, exatamente um mês atrás, no ataque terrorista que danificou o Pentágono, em Washington, prometendo dar às forças americanas que lideram a guerra contra o terrorismo ''cada arma'' que precisarem para vencer. ''Prometo-lhes que os Estados Unidos jamais cessarão sua guerra contra o terror'', disse a 20 mil pessoas reunidas fora do prédio, diante de uma gigantesca bandeira americana em um ensolarado dia de outono, muito parecido com o 11 de setembro.
Bush acusou o extremista islâmico Bin Laden de dirigir os atentados, nos quais os terroristas usaram aviões de passageiros sequestrados como mísseis, para se chocar com as torres gêmeas do World Trade Center e outro contra o Pentágono. Um quarto aparelho caiu em uma área rural da Pensilvânia.
''Nas missões que esperam os militares, terão tudo o que precisarem - cada recurso, cada arma, cada meio de assegurar a vitória dos Estados Unidos e da causa da liberdade'', disse provocando vivas e aplausos. A sóbria cerimônia, chamada ''Unidos na lembrança'', começou com o hino nacional norte-americano. Capelães militares judeu, muçulmano e cristão leram textos religiosos. Os nomes das vítimas apareceram numa tela gigante de televisão.
''Os sequestradores foram instrumentos do diabo que morreram em vão'', disse à multidão, assinalando que o ataque ocorreu no 60º aniversário do começo da construção do Pentágono, justamente antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra mundial. ''Com tempo, paciência e precisão, os terroristas serão perseguidos. Serão isolados, cercados, encurralados até que não tenham lugar para onde correr, se esconder ou descansar'', prometeu Bush.


