Bush adverte a Coréia do Norte
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sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Folhapress 
São Paulo- O presidente americano, George W. Bush, alertou ontem a Coréia do Norte contra a transferência de material nuclear a outros países, dizendo que tal atitude seria considerada por sua administração uma ''grave ameaça'' aos Estados Unidos.
''A transferência de materiais nucleares pelo governo norte-coreano a outras nações seria vista pelos EUA como uma grave ameaça, e a Coréia do Norte teria que arcar totalmente com as consequências de tal ação'', disse Bush em discurso na Universidade Nacional, em Cingapura.
O líder americano também pediu que os países aliados da região continuem firmes contra o programa nuclear de Pyongyang, e reforcem as sanções impostas ao país pelo Conselho de Segurança da ONU devido à realização de um teste nuclear, em 9 de outubro último.
''Pela paz mundial, é fundamental que os outros países da região enviem uma forte mensagem à Coréia do Norte de que a proliferação da tecnologia nuclear a regimes hostis ou redes terroristas não será tolerada'', disse ainda Bush.
De acordo com o presidente dos EUA, seu país deve permanecer na Ásia porque ''os interesses americanos dependem da liberdade de expressão e da criação de oportunidades nessa região''. ''Nós percebemos que há vozes que pedem que deixemos a região e fechemos estas oportunidades. Estas são as velhas tentações do isolacionismo e do protecionismo, e os EUA devem rejeitá-las'', acrescentou Bush.
O programa nuclear da Coréia do Norte será uma das prioridades da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que ocorre neste final de semana em Hanói (Vietnã), para onde Bush viajará hoje na segunda etapa de sua viagem pelo Sudeste Asiático.
A Coréia do Norte realizou, em 9 de outubro, seu primeiro teste nuclear, que o regime de Pyongyang considerou ''necessário'' para aumentar seu potencial de dissuasão frente aos EUA.
As negociações multilaterais - das quais participam as duas Coréias, Estados Unidos, China, Rússia e Japão - estão estagnadas há um ano devido ao boicote norte-coreano, que exigia até agora a retirada de sanções financeiras impostas pelos EUA em setembro de 2005.


