Britânicos vêem um elo entre atentado e Iraque
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terça-feira, 19 de julho de 2005
Folhapress 
Londres - O premier do Reino Unido, Tony Blair, voltou a negar ontem que a Guerra do Iraque, em 2003, tenha sido uma das causas dos ataques de 7 de julho, em Londres. Mas sua avaliação bate de frente com a percepção da população britânica, que, em sua maioria, vê uma relação entre os dois eventos.
''Claro que essas pessoas (terroristas) usarão o Iraque como uma desculpa. Eles usarão o Afeganistão. O 11 de Setembro, claro, ocorreu antes dessas duas coisas, e, então, a desculpa era a política americana em Israel. Eles sempre vão ter suas razões para agir'', afirmou Blair, após encontro com líderes muçulmanos e reunião bilateral com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai.
''Mas nós temos de ter muito cuidado para não ceder ao tipo de lógica perversa e distorcida com a qual eles argumentam'', acrescentou o premier. De acordo com uma pesquisa de opinião feita pelo instituto ICM a pedido do ''Guardian'', o eleitorado de Blair discorda dele. Dois terços dos entrevistados disseram acreditar que a Guerra do Iraque contribuiu para os atentados, que deixaram pelo menos 52 mortos.
A opinião coincide com avaliação feita por um grupo composto pelo serviço de segurança britânico, além de especialistas da polícia e de outros órgãos, que apontou em relatório de junho passado que ''eventos no Iraque continuam a agir como motivação e foco de um leque de atividades relacionadas ao terrorismo no Reino Unido'', segundo reportagem do ''New York Times''.


