Britânicos pressionam Blair
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segunda-feira, 12 de agosto de 2002
France Presse 
LondresDois em cada três eleitores britânicos consideram que um ataque militar contra o presidente iraquiano Saddam Hussein não se justifica nas atuais circunstâncias, segundo pesquisa publicada na edição de ontem do Daily Telegraph. Só 28% acreditam que uma operação militar norte-americana contra o Iraque se justifica atualmente. Dentre o total de entrevistados, 90% pensam que um possível ataque motivaria represálias de terroristas islâmicos contra o Ocidente, 82% acham que esse ataque poderia causar diversas vítimas civis no Iraque e 62% acreditam que provocaria uma guerra ampliada no Oriente Médio.
Finalmente, 54% dos entrevistados acham que o primeiro-ministro britânico Tony Blair se comporta como o ''poodle'' de George Bush; 39% discordam dessa idéia.
Kissinger é contraDerrubar o presidente iraquiano, Saddam Hussein, mediante uma intervenção militar pode alienar os aliados dos Estados Unidos e colocar um precedente contrário aos interesses de Washington, segundo um artigo do ex-secretário de Estado Henry Kissinger publicado ontem.
''A responsabilidade particular dos Estados Unidos, como a mais poderosa nação do mundo, é trabalhar por um sistema baseado em algo que transcenda o poder militar (...) e que busque traduzir o poder em cooperação'', escreveu Kissinger no Washington Post.
Kissinger tornou pública sua opinião no momento em que o presidente George W. Bush e membros de sua administração preparam uma intervenção militar no Iraque.


