Britânicos não querem que haja luta econômica
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
France Press De Londres 
O genoma humano não está à venda e seria criminoso limitar ao setor privado as pesquisas nessa área, declararam ontem em Londres os cientistas ingleses que fazem parte do consórcio público internacional que participou das descobertas do Projeto Genoma. Há quem queira cobrar do resto da humanidade uma fortuna para permitir que leiamos nosso própio código genético, disse o coordenador da equipe britânica, doutor John Sulston. Mas nós estamos aqui para dizer para eles que o genoma humano não está à venda, acrescentou, criticando os trabalhos realizados pela companhia privada americana, Celera.
Ao falar com os repórteres, Sulston não escondeu sua irritação contra os trabalhos realizados pela equipe da Celera que coordena as pesquisas privadas do Projeto Genoma.
A empresa, rival tanto no plano científico como econômico, do Projeto público internacional HGP (Human Research Project), acaba de anunciar também que realizou uma análise detalhada do mapa do genoma humano.
Esta descoberta considerada fundamental pela comunidade científica, segundo o grupo europeu, confirma que o homem tem menos genes do que se acreditava, 30.000 no máximo, duas vezes mais que uma mosca.
O primeiro-ministro da Inglaterra, Tony Blair, elogiou a contribuição do país dele para o projeto. Hoje estamos presenciando uma revolução na medicina cujo impacto pode ser maior que a descoberta dos antibióticos, declarou.


