Britânicos dominam conflitos
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terça-feira, 29 de maio de 2001
Associated Press De Londres 
A prisão de 21 pessoas na noite de segunda para terça-feira e a presença de um forte contingente policial evitaram ontem a continuação dos violentos conflitos étnicos na cidade industrial de Oldham, no norte da Inglaterra, palco no fim de semana do pior distúrbio racial na Grã-Bretanha em 15 anos.
As forças de segurança detiveram 18 jovens brancos e três de origem asiática principalmente por atos de vandalismo e definiram a noite como relativamente calma.
A questão do racismo tornou-se um dos principais temas da campanha eleitoral para renovação do Parlamento, no dia 7. Após os confrontos em Oldham, o Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Tony Blair, acusou seu principal rival, o Partido Conservador, de ter contribuído para elevar a tensão étnica por ter criado, durante a campanha eleitoral, um clima de intolerância em relação à imigração e à concessão de asilo político.
Os não brancos representam apenas 6,4% da população britânica, mas os conservadores e a extrema direita vêm explorando o receio dos anglo-saxões de perderem sua identidade numa sociedade cada vez mais multicultural.
Desde o início dos confrontos entre os dois grupos, no sábado, a polícia deteve 29 pessoas, dois terços delas eram de brancos. Segundo as autoridades, a tensão racial aumentou nas útlimas semanas depois que militantes dos partidos de extrema direita Frente Nacional e Partido Nacional Britânico (BNP) afluíram para Oldham no fim de abril.
Isso ocorreu depois de um aposentado branco, veterano de guerra, ter sido brutalmente espancado por uma gangue de jovens de origem asiática. Eles começaram a patrulhar as ruas da cidade, cuja comunidade asiática representa cerca de 15% da população, e a provocar os descendentes de imigrantes. O BNP tem três candidatos em Oldham nas eleições legislativas do dia 7.
Com a diminuição dos confrontos em Oldham, ontem as questões econômica e a adoção da moeda da União Européia, o euro, voltaram a ser o tema central da campanha eleitoral, na Inglaterra. Entretanto, as autoridades permanecem atentas, temendo que novos conflitos possam eclodir face à tensão que persiste junto às comunidades raciais da região.


