Britânicos completam domínio sobre Basra
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terça-feira, 08 de abril de 2003
France Presse 
Basra, Iaque Vinte e quatro horas depois de entrar na cidade velha e ocupar o palácio presidencial de Basra (sul do Iraque), último reduto da resistência iraquiana, as tropas britânicas instalaram bloqueios em toda a cidade, que, pela primeira vez em quase duas semaas, viveu uma noite tranquila.
''Não dormimos nas últimas 24 horas, mas, na cidade, reina a calma. Revistamos casas, automóveis, caminhões, pessoas suspeitas e não houve incidentes'', declarou à AFP Alex Grant, membo da 42 companhia dos Royal Marines britânicos.
Entre os objetivos prioritários de suas revistas, figuravam a sede do governo local, que foi praticamente destruída, os domicílios de membros destacados do Partido Baath e as sedes de organismos oficiais.
Os primeiros caminhões de ajuda humaitária com água e comida chegaram à cidade escoltados pelos soldados, que distribuíram toneladas de açúcar, farinha, chá e arroz.
Enquanto isso, inúmeros habitantes continuaram saqueando instituições, hotéis e casas particulares ante o olhar dos britânicos, que, por medo de tumultos e enfrentamentos violentos, nada fizeram para impedir o vandalismo.
Dezenas de iraquianos enfrentaram os militares por causa de sua indiferença ante os saques. Muitos outros criticaram os métodos empregados pelos militares em sua ofensiva.
Apesar do caos reinante nas ruas e das milhares de marcas da batalha dos últimos dias, vistas nos prédios fumegantes, nas calçadas destruídas e paredes cheias de impacto de balas, Basra começa a recuperar sua vida normal. Muitas lojas voltaram a abrir, e havia pão e carne para vender nos mercados.
Nos hospitais, os feridos e mortos estavam sendo contados. O número de vítimas fatais continua por ora um mistrio e o de feridos supera os mil, segundo o médico Muayad Jumah, que trabalha no Hospital Saddam, o maior da cidade.
Bandeira hasteada Uma bandeira britânica com a frase ''42 Companhia Royal Marines'' dava as boas-vindas ontem no palácio presidencial de Basra (sul do Iraque), um lugar digno de uma história das mil e uma noites, situado ao lado da pobreza absoluta.
Atrás do muro que os tanques britânicos derrubaram na madrugada de segunda-feira fica um local de sonhos às margens do Shat el Arab, no qual surgem edifícios majestosos separados por pontes, canais e jardins suntuosos.


