São Paulo - A rede de televisão britânica BBC informou ontem que a polícia britânica conseguiu identificar o homem que aparece nos vídeos de decapitação de reféns do Estado Islâmico, conhecido como "Jihadi John" (João Jihadista, em inglês). Segundo a emissora, o homem de sotaque britânico que se dirige aos países ocidentais se chama Mohammed Emwazi, um kuwaitiano que tem cidadania britânica e morava na Região Oeste de Londres antes de aderir à milícia radical na Síria, em 2012.

As informações foram obtidas pela BBC com integrantes da polícia britânica. Segundo o jornal americano Washington Post, ele teria entre 20 e 30 anos, pertencia a uma família abastada e formou-se em programação de computadores na universidade. Os agentes acreditam que ele seja próximo de um britânico que viajou à Somália em 2006 e era um intermediário do grupo radical Al Shabaab, vinculado à rede terrorista Al Qaeda, para recrutamento e financiamento.

Oficialmente, a polícia não confirmará neste momento o nome do extremista. "Não vamos confirmar a identidade de ninguém nem dar detalhes sobre a investigação", disse Richard Walton, comandante da divisão antiterrorismo da Polícia Metropolitana de Londres.

Destruição
O EI divulgou ontem um vídeo em que militantes aparecem destruindo estátuas e esculturas milenares em Mossul, cidade iraquiana sob controle do grupo desde junho. As imagens foram gravadas em um museu de Mossul, no Norte do País. A destruição é justificada pelos milicianos a partir do argumento de que Maomé, profeta do Islã, destruiu os "ídolos" ao conquistar Meca, no século VII. As estátuas vinham em grande parte da cidade assíria de Nínive, próxima de Mossul, segundo informações preliminares. Elas têm grande valor cultural e são testemunhos da civilização assíria, que habitou o Norte da Mesopotâmia. Algumas das relíquias datavam do século VII a.C..

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