São Paulo - Em um comunicado à imprensa transmitido pela rede de TV SKY News, a família do refém britânico Kenneth Bigley, 62 anos, confirmou sua morte. O comunicado foi feito pelo irmão do refém, Phil Bigley. ''O governo britânico fez tudo o que podia para salvar o refém. Fez o que podia para conseguir sua libertação'', disse o irmão Phil Bigley.
''Era uma situação impossível. O destino de Ken (Kenneth) e (dos americanos) Eugene (Armstrong) e Jack (Jack Hensley) sequestrados junto com o britânico. Ambos foram degolados no mês passado pode ter sido definido no primeiro dia. Nunca saberemos'', acrescentou.
O Ministério da Relações Exteriores do Reino Unido disse que o governo britânico trocou informações com os sequestradores na tentativa de salvar Bigley. Jack Straw, ministro das Relações Exteriores britânico, disse que quatro dias atrás o Reino Unido, por meio da embaixada britânica em Bagdá (capital do Iraque), manteve contato com os rebeldes. ''Mensagens foram trocadas na tentativa de dissuadi-los a não matar Bigley'', disse Straw.
O primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, lamentou a morte do refém. ''Isso é horrível, um ato bárbaro. Nós estamos determinados a perseguir os terroristas que mataram o senhor Bigley e levá-los a julgamento o mais rápido possível.''
O anúncio da morte de Bigley foi feito pela rede de TV Abu Dhabi (nos Emirados Árabes Unidos). Segundo o anúncio da TV, um militante do Tawhid e Jihad, grupo do terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi (acusado de manter laços com a rede terrorista Al-Qaeda, de Osama bin Laden), decapitou o refém.
Bigley pode ter sido morto na cidade de Latifiya, 40 km ao sul de Bagdá.

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