Britânico de 52 anos é o autor de ataque em Londres
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quinta-feira, 23 de março de 2017
Folhapress 

São Paulo - A polícia de Londres identificou nesta quinta-feira (23) o terrorista responsável pelo ataque do dia anterior na região do Parlamento britânico. O britânico Khalid Masood, de 52 anos, nasceu em Kent, no sudeste da Inglaterra, e estaria vivendo atualmente na região de West Midlands, no oeste do país. Segundo a polícia, Masood não era alvo de nenhuma investigação em andamento e não há evidência de que ele planejava um ataque terrorista.
Masood, contudo, já tinha passagem pela polícia por lesão corporal grave e posse de armas. Sua primeira condenação é de 1983, por depredação, e a última data de 2003, por posse de uma faca.
Mais cedo, a primeira-ministra Theresa May afirmou ao Parlamento que o autor do atentado havia sido investigado anos atrás pelo serviço secreto britânico. "O que posso confirmar é que esse homem havia nascido no Reino Unido e que há alguns anos ele foi investigado em relação a preocupações sobre extremismo violento", afirmou a premiê.
A polícia britânica corrigiu nesta quinta a informação sobre o número de vítimas do atentado. Ao contrário do divulgado horas após o crime, três pessoas e não quatro foram mortas no local pelo terrorista. O autor do ataques também morreu após ser atingido por disparos das forças de segurança.
Dos 40 feridos no atentado, todos eles por causa dos atropelamentos na ponte, 29 foram hospitalizados. E um deles, um homem de 75 anos que estava em estado grave, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quinta.
As identidades dos civis mortos na quarta foram divulgadas pelas autoridades. O americano Kurt Cochran foi um dos pedestres atropelados na ponte de Westminster pelo veículo dirigido pelo terrorista, que ainda esfaqueou e matou o policial Keith Palmer, de 48 anos. Cochran estava em Londres para comemorar o 25º aniversário de casamento, segundo familiares. A mulher dele, Melissa, quebrou uma perna e uma costela. A professora britânica Aysha Frade, de 43, foi a primeira vítima identificada. Ela cruzava a ponte para buscar seus dois filhos na escola quando o carro do terrorista subiu na calçada e avançou sobre os pedestres.
O local do ataque, onde também fica a torre do relógio Big Ben, é um dos pontos turísticos mais movimentados da cidade. Entre os feridos estavam 12 britânicos, quatro sul-coreanos, dois romenos, dois gregos e três estudantes franceses. Havia ainda cidadãos da Alemanha, Polônia, Irlanda, China, Itália e Estados Unidos. Três policiais também ficaram feridos. Dois deles estão em estado grave, assim como uma mulher que caiu no rio Tâmisa. Outras quatro pessoas também estavam internadas em estado grave.
ESTADO ISLÂMICO
A milícia radical Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque em Londres, segundo a agência Amaq, um dos braços de propaganda do EI. "O autor do ataque diante do Parlamento britânico é um soldado do EI e a operação foi realizada em resposta a um chamado para atacar os países da coalizão", disse a nota da Amaq. A milícia, que controla áreas no Iraque e na Síria, tem perdido território para forças locais desses países apoiadas por uma coalizão militar liderada pelos EUA.


