Rio - Presidentes das principais bolsas de países emergentes do mundo, incluindo da BM&FBovespa, se reuniram ontem na África do Sul para anunciar uma aliança sem precedentes que ampliará o acesso a estes mercados e fomentar as economias locais. A começar no primeiro semestre de 2012, investidores poderão investir, em moeda local, em uma série de produtos dos chamados ''Brics'' (Brasil, Rússia, Índia, Hong Kong - como representante inicial da China - e África do Sul).
''Estamos unindo as economias mais dinâmicas do mundo em desenvolvimento'', disse o presidente executivo da Bolsa de Hong Kong, Charles Li, citando um mercado de US$ 9 trilhões e que reúne 9.481 empresas. A união, anunciada em reunião da Federação Mundial de Bolsas, veio da percepção de que há demanda dos investidores a produtos de países emergentes. As bolsas viram uma oportunidade para estes mercados, em crescimento, se expandirem globalmente num momento em que os seus rivais, na Europa e nos Estados Unidos, enfrentam desafios.
''A pista está livre para a gente crescer'', disse o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. ''É a internacionalização do mercado dessas bolsas, os Brics viraram uma classe de ativos internacional.''
A iniciativa reúne a BM&FBovespa, a Micex russa, a National Stock Exchange of India, da Índia (NSE), a Hong Kong Exchange como o representante Chinês inicial, e a Johannesburg Stock Exchange (JSE), da África do Sul. A NSE e a BSE Ltd. (ex-Bombay Stock Exchange) já assinaram cartas de apoio e vão aderir à aliança após a finalização de algumas pendências.

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