Brics reúnem-se em cúpula para reafirmar poder
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Agência Estado 
Moscou- Chefes de Estado e de governo do Brasil, Rússia, Índia e China - os países Brics - realizarão hoje, em Ecaterimburgo, na Rússia, a primeira reunião de cúpula dos grandes emergentes com dois objetivos precisos. O primeiro é oficial: coordenar ações em áreas como a reforma do sistema financeiro e da governança política mundial. O segundo não foi admitido por nenhum dos líderes reunidos: servir como contrapeso à reunião dos sete países mais ricos do mundo (G7), prevista para 8 a 11 de julho, em Áquila, na Itália.
A cúpula será aberta na terceira maior cidade da Rússia, situada aos pés dos montes Urais, e terá a presença dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Rússia, Dmitri Medvedev, e da China, Hu Jintao, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Será a primeira vez que os líderes dos quatro grandes emergentes se reúnem, oficializando um grupo político cuja origem é econômica e conceitual: criado em 2001 pelo banco americano Goldman Sachs, o acrônimo designa as futuras potências econômicas mundiais.
Representantes de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, de 15% do comércio internacional, de 40% da população e de 25% das terras habitáveis do planeta, o grupo deseja pesar mais também no campo político. Daí o jogo de bastidores com o G7, o clube de industrializados que reúne Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália, expresso em manifestações como a feita pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na última sexta-feira, em Paris: O G8 (G7 mais a Rússia) morreu, disparou.


