Rio - No primeiro encontro empresarial BRICs-IBAS, reunindo Brasil, Rússia, Índia e África do Sul, os países, com exceção da China se mostraram mais como competidores por recursos internacionais do que como parceiros complementares. Nas apresentações, destacaram-se as oportunidades de investimento em cada país. O representante da Índia no painel de infraestrutura, Amrish Jain, comentou que o país precisa de investimento de US$ 1,4 trilhão em infraestrutura até 2017.
O vice-presidente das indústrias Praj na Índia, Vikram Pandit, disse no painel de energia que o consumo por habitante de energia elétrica em seu país é um sexto da média mundial. ''Gostaríamos de estar em pé de igualdade, definitivamente'', afirmou. Por sua vez, o vice-presidente da unidade de negócios da África do Sul, Mthunzi Mdwaba, disse que seu país precisa duplicar a geração de energia em 20 anos.
O diretor do departamento de cooperação internacional da Câmara de Comércio e Indústria da Rússia, Sergey Vasiliev, comentou que seu país precisa de investimentos em rodovias, aeroportos e portos. De acordo com ele, com o fim da União Soviética, os principais portos do antigo bloco ficaram em outros países e não na Rússia.
O responsável pela gestão corporativa da Odebrecht Infraestrutora, Carlos Hermanny, disse que o Brasil tem se mostrado um país atraente para os investidores internacionais e que possuiu vantagens, como a estabilidade de regras.

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