Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, viajou nesta quinta (7) para Varsóvia, na Polônia, para participar de sua última reunião de cúpula da Otan (aliança militar do Ocidente) antes de deixar a Casa Branca. A expectativa de que será uma das cúpulas mais importantes da aliança desde a Guerra Fria, com a reafirmação da política de contenção da Rússia, é ofuscada pelo mal-estar da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.
A deterioração nas relações com a Rússia é um dos pontos fracos no legado de política externa do presidente, que deixa a Casa Branca em janeiro e tenta passar um tom positivo em sua despedida da Otan.
Além de Obama, estará presente o premiê demissionário do Reino Unido, David Cameron, entre os 28 chefes de Estado da aliança e 26 de outros países, na maior cúpula da Otan já realizada. No último encontro, em 2014 no País de Gales, a aliança ainda estava sob o impacto da anexação da Crimeia pela Rússia e do surgimento da facção terrorista Estado Islâmico (EI) como ameaça global.
Este ano o mote é "dissuasão", em sintonia com a principal ação prevista para a cúpula, a autorização de uma força permanente da Otan de até 4 mil militares na Polônia e nos países bálticos Estônia, Letônia e Lituânia, que faziam parte da órbita soviética na Guerra Fria.

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