Bremer diz que Saddam não volta
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quinta-feira, 15 de maio de 2003
France Presse 
Bagdá O novo chefe da administração civil americana no Iraque, Paul Bremer, prometeu ontem, durante sua primeira coletiva de imprensa no país, que o ex-presidente Saddam Hussein e a direção do partido Baath jamais retornarão ao Iraque. ''Estamos determinados a fazer com que os integrantes do partido Baath e do regime de Saddam não retornem jamais'', declarou. ''Isto quer dizer, a princípio, tirar o país da influência do Baath e de seus seguidores'', esclareceu Bremer indicando também os procedimentos para restaurar a ordem no país, que serão apresentados ao público nos próximos dias.
Críticas As críticas a respeito do controle de Washington sobre os destinos do Iraque se tornam cada vez maiores. Os grupos, eleitos pelos Estados Unidos para formar a base do primeiro governo democrático da época pós-Saddam Hussein, avaliam que a potência ocupante controla demais os assuntos do país, e que só deixa aos iraquianos uma pequena margem de manobras.
Confrontada com pressões crescentes para acelerar a reconstrução de um país imerso no caos desde a queda do regime de Saddam Hussein no dia 9 de abril, a coalizão anglo-americana nomeou ''conselheiros'' para supervisionar o funcionamento dos ministérios-chaves na perspectiva de restabelecer os serviços essenciais.
Mas esta iniciativa desagradou diferentes grupos e figuras iraquianas que ambicionam ter um papel no futuro governo e que já não hesitam em criticar o que consideram como uma ingerência americana injustificada na vida política em prejuízo de temas muito mais urgentes como o da segurança.
Fim das sanções Os Estados Unidos insistem no fim das sanções internacionais contra o Iraque, mas tentam conseguir unanimidade do Conselho de Segurança da OUN, declarou ontem o secretário de Estado americano, Colin Powell, aos jornalistas que o acompanhavam no avião que o levou a Berlim.
Powell vai se reunir hoje com o chanceler Gerhard Schroeder para tentar solucionar a crise sem precedentes que divide os Estados Unidos e a Alemanha, país que foi contrário à guerra no Iraque.
Berlim é a última etapa de uma viagem de uma semana que levou Powell a Israel, Cisjordânia, Cairo, Amã, Riad, Moscou e Sófia.
Doação libanesa O governo libanês aceitou entregar aos iraquianos 495 milhões de dólares de ativos do ex-governo de Saddam Hussein, que estavam em sua conta bancária, informou ao Congresso o conselheiro-geral do Tesouro, David Aufhauser. ''Os libaneses se comprometeram a entregar o dinheiro ao povo iraquiano assim que existir um Banco Central no Iraque'', informou.


