São Paulo- Seis meses depois de encerrada uma das maiores missões de resgate do Itamaraty, mais da metade dos transportados para o Brasil já retornaram ao Líbano. Durante a missão, foram resgatadas cerca de 3 mil pessoas - a maior parte de nacionalidade brasileira - que temiam os conflitos entre o exército israelense e o grupo xiita libanês Hizbollah.
Em entrevista à Agência Brasil, o cônsul-geral do Brasil em Beirute, Michael Gepp, diz que o consulado não tem registros exatos sobre o destino dos resgatados. Mas a grande maioria voltou e nós sabemos disso por parentes, amigos e acontecimentos sociais. No Vale do Bekaa (região mais atingida pelos bombardeios israelenses), eles sempre renovam os agradecimentos ao governo brasileiro, conta Gepp.
Segundo o Consulado do Brasil no Líbano, as pessoas retiradas do país tem dupla nacionalidade, o que permite trafegar livremente entre os dois países, sem a necessidade de vistos. A mesma informação é dada pelo Consulado do Líbano em São Paulo. Pelas solicitações feitas por brasileiros diretamente aos consulados, há quem não retornou ainda por dificuldade financeira.
Atualmente, vivem no Líbano cerca de seis a oito mil brasileiros, de acordo com o cadastro e o alistamento eleitoral feito pelo consulado.

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